Não era para me referir ao festival da Eurovisão, simplesmente porque não é assunto que me interesse.
Mas, tendo já acabado, posso pronunciar-me.


Não vou falar da canção de cá, nem das outras canções a concurso, das eliminatórias...


Nem sequer vou falar da música vencedora. A musica é o que é, gostos são gostos, e a votação não é uma avaliação objectiva.


Mas vou comentar apenas para dizer que é uma tragédia a música vencedora ser de Israel.


Uma tragédia porque o primeiro ministro Israelita veio logo a seguir à vitória para o twitter a dizer "Para o ano que vem em Jerusalém!"


E isso preocupa-me!


Não há inocentes na situação Israel/Palestina. Israel é um estado criminoso à luz do direito internacional (surpreende-me que ainda não tenha sido invadido pêlos Estados Unidos, sempre tão prontos a invadir quem sai da linha e não tem as costas quentes pela Rússia ou a China), os Palestinianos são culpados de terrorismo! Não há, nem pode haver, justificações para nenhum dos lados.


Podemos olhar para a questão pelo lado dos Palestinianos:


-Israel não deveria ser um estado Judaico, mas sim Hebraico! Sendo um estado Hebraico teria de ser dividido pelas 12 tribos de Israel (sendo que apenas os Judeus, descendentes de Judá, praticavam o Judeísmo, tendo as outras tribos outras formas de culto) pelo que, do território reclamado, apenas um duodécimo seria para o povo Judeu.


-Os Judeus que voltaram para Israel não são os que saíram de Israel. Mas já falei aqui extensamente disso e de porque é que os Arabes gracejam dizendo que os Judeus saíram de lá pretos mas voltaram brancos!


Podemos olhar pelo lado dos Israelitas:


-Passam a vida a receber ameaças


-O cidadão comum, que apenas quer viver a sua vida em paz, Apenas não quer ficar feito em pedaços quando vai beber um café ou comprar pão


Mas temos de olhar, não para os motivos, não para as justificações, não para a história, mas para o aqui e agora. E no aqui e agora Israel é um estado opressivo que está a executar um genocídio, não só pondo o seu exercito a atacar populações civis, mas negando o acesso à liberdade de movimentos, apropriando-se das terras e casas onde famílias vivem à gerações, expulsando-as, negando o acesso a comida, a água potável ou a qualquer hipótese de pessoas da etnia palestiniana poderem ter uma vida condigna, e não deixando os refugiados retornar às suas casas.
O estado de Israel criou um Appartheid pior que o da Africa do Sul. O estado de Israel está a infligir um Holocausto maior do que aquele de que foi vítima aquando da segunda grande guerra (não deixa de ser, no mínimo, irónico - talvez seja a prova de que Deus tem um refinado sentido de humor)


Dado todo este quadro e o clima de guerra permanente, e tendo em conta de que Israel, tal como a Austrália, não fica na Europa, tendo em conta que realizar a Eurovisão em Israel pode ter fortes repercussões politicas, Tendo em conta a segurança das delegações e dos que quererão ir lá assistir ao vivo, Israel devia ser forçado a escolher uma cidade EUROPEIA onde realizar o festival. Caso isso não fosse de todo possível - e Israel não quererá fazê-lo, uma vez que vai querer projectar-se internacionalmente - Nunca deveria ser feito em Jerusalém.


Mas a ser feito, nos modelos que eles querem fazer, sou da opinião que Portugal (e a Europa) deveria simplesmente tomar uma posição e boicotar o festival.


Pode ser apenas um festival de música. Mas os valores humanos são muito mais importantes que o festival!

Cada vez há um maior desinvestimento na arte.

Há um desinvestimento monetário e um desinvestimento dos próprios artistas.

O desinvestimento dos artistas talvez nasça do contexto cultural dominante. Já o desinvestimento monetário, ou por outra, para onde é canalizado o investimento monetário, terá pouco de inocente. Basicamente, o investimento cria o contexto cultural.

Mas aquilo que deveríamos perguntar é porque é que interessa criar um contexto cultural onde a arte se transforma apenas num repisar de formulas gastas ao longo do tempo, em vez de ser o acto de criação por excelência?

A minha opinião pessoal é que é por isso mesmo. A Arte é um acto de criação a partir do nada ou um acto de recriação de algo existente a partir de uma perspectiva pessoal.
Sendo um acto de criação, é algo que desperta no ser humano a centelha do divino, algo que nos eleva acima do animal. O acto de criação é o único que realiza por inteiro. Nenhum outro acto tem esse poder. E a criação pode ser artística ou não…

…mas a arte faz pensar, faz evoluir, põe em causa os paradigmas existentes, é contra corrente, é rebelde, mas com causa,…

…é perigosa para os poderes estabelecidos, que não vêem com bons olhos o facto de as pessoas poderem, de um momento para o outro, começar a questionar e a pôr em causa aquilo que não convém ser questionado nem posto em causa!

A arte aproxima-nos mais de Deus, e por isso eleva-nos acima da Humanidade, tornando-nos, fazendo-nos realizar, ao mesmo tempo, o potencial que temos como seres humanos e como seres divinos!
Curvar-se permite a plenitude
Submeter-se permite a retidão
Esvaziar-se permite o preenchimento
Romper permite a renovação
Possuir pouco permite a aquisição
Possuir muito permite a ganância


Por isso, o Homem Sagrado abraça a unidade
Tornando-a o modelo sob o céu
Não julga por si, por isso é óbvio
Não vê por si, por isso é resplandecente
Não se vangloria, por isso há realização
Não se exalta, por isso cresce
Só por não disputar, nada pode disputar com ele


Antigamente se dizia: “Curvar-se permite a plenitude”
Como poderiam ser palavras vazias?
Assim, ao alcançar a plenitude encontra-se o retorno






Lao Tsé
No ensinamento pela supressão não há preocupações


Entre aceitar e repudiar qual a diferença?
Entre apreciar e desprezar qual a distância?
O que os homens temem, poderiam não temer?


Abandone isso antes que se esgote!


Os homens se agitam como um festejo na grande prisão
Ou como subir à varanda na primavera


Meu corpo não tem expressão
Como uma criança antes de nascer
Como a estrela Alfa que não tem onde se apoiar


As pessoas todas possuem em excesso
Somente eu aparento estar perdendo
Sou como um ignorante que tem o coração puro


Os medíocres vivem lúcidos
Somente eu aparento estar confuso
Os medíocres vivem lúcidos
Somente eu estou introspectivo
Indefinido como uma infinita noite silenciosa


As pessoas todas têm um ego
Somente eu o ignoro considerando-o precário



O que quero que me distinga dos demais
É valorizar o alimentar-se da Mãe







Lao Tsé
Quando se perde o Grande Caminho
Surgem a bondade e a justiça26
Quando aparece a inteligência
Surge a grande hipocrisia
Quando os seis parentes não estão em paz
Surgem o amor filial e o amor paternal
Quando há desordem e confusão no reino
Surge o patriota






Lao Tsé
Do supremo, o inferior tem apenas ciência da existência
Do estado que o sucede, intimidade ou admiração
Do estado seguinte, temor ou desprezo

Não havendo suficiente confiança, surge a desconfiança
Quem valoriza a palavra, realiza a obra sem deixar rastros
Assim, o povo achará que surgiu por si, naturalmente




Lao Tsé

Alcançando o extremo vazio e permanecendo na quietude da extrema quietude
Os dez mil seres se manifestam simultaneamente
E, através disso, contemplamos o seu retorno
Apesar da diversidade dos seres
Cada um deles pode retornar a sua raiz
O regresso à raiz se chama quietude
Quietude se chama retornar a viver
Retornar a viver se chama constância
Conhecer a constância se chama iluminação
Desconhecer a constância é a impropriedade que provoca o infortúnio

Quem conhece a constância é abrangente
Quem é abrangente pode ser coletivo
O coletivo tem o poder da criação
A criação tem o poder do céu
O céu tem o poder do Caminho
O Caminho tem o poder do eterno
Assim,
Mesmo perdendo o corpo, não irá perecer







Lao Tsé
Há muito que acho que é precisa uma revolução!
O sistema em que vivemos está inquinado, somos governados por quem não escolhemos ao sabor dos interesses económicos das grandes corporações, debaixo de uma ilusão de democracia.
As corporações compram os políticos que usam o dinheiro para se dar visibilidade e assim serem eleitos, com o voto popular, não para defender os interesses dos eleitores, mas sim de quem pagou para eles serem visíveis. A defesa dos interesses dos eleitores acaba no momento em que fecham as urnas e os votos estão contados.

É precisa uma revolução sim.

Mas não precisamos de uma revolução anti-sistema! O sistema, em si, tem boas bases e, acredito, foi concebido cheia de boas intenções. O problema é a maneira como foi subvertido, debaixo dos narizes de todos e sem que quase ninguém levantasse ondas, embora seja óbvio o que se passa.
Além disso, uma revolução anti-sistema é sempre difícil e acaba por ser perniciosa. É sempre fracturante e raras vezes se obtêm os resultados desejados.
Aquilo que precisamos é de uma subversão do sistema, uma revolução feita de dentro! Mas, para que isso pudesse acontecer, as pessoas tinham de se unir em torno dos objectivos comuns, tinham que dizer “Basta”! Tinham que dar um murro na mesa, responsabilizar culpados sem estar à espera dez anos para ver resultados num tribunal, ou, mais ainda, ter hipótese de responsabilizar quem toma as decisões!

Quando quem toma decisões sobre a vida de 10.000.000 de pessoas não é responsabilizado pêlos seus actos (e não falo apenas em perder eleições, que isso, no fundo, para muitos até é uma benesse… Quantos ex-governantes estão em lugares de topo de empresas privadas com as quais negociaram directamente enquanto detentores de cargos públicos?), não há grande incentivo para fazer o que a maioria quer!


Uma utopia, dizem alguns!

Olhai para a Islândia, digo eu!
Os bons realizadores da antiguidade eram sutis
Maravilhosos, misteriosos e despertados
Eram profundos e não podiam ser compreendidos
E justamente por não poderem ser compreendidos
É preciso esforçar-se para ilustrá-los


Receosos como quem atravessa um rio no inverno
Cautelosos como quem teme seus vizinhos
Reservados como o hóspede
Solúveis como o gelo fundente
Genuínos como a madeira bruta
Vazios como os vales
Entorpecidos como as águas turvas


O turvo, através da quietude, torna-se gradualmente límpido
O quieto, através do movimento, torna-se gradualmente criativo
Aquele que resguarda este Caminho não tem desejo de se enaltecer
E justamente por não se enaltecer, mesmo envelhecido, pode voltar a criar





Lao Tsé

Ontem uma jovem abordou-me na rua. Nem sei que organização representava. Limitou-se a disparar rapidamente algumas palavras acerca dos direitos humanos.
Este encontro fez-me reflectir.

A grande diferença entre a politica e a religião é que a primeira coloca o foco nos direitos e a segunda nos deveres.

Os políticos raramente falam nos deveres dos cidadãos para com a sociedade. Fazem-no deliberadamente. Ninguém gosta de ser relembrado que tem deveres, mas toda a gente gosta de ter direitos. Por isso, qualquer politico que se preze enche a boca com os direitos. Os direitos das etnias minoritárias, os direitos dos trabalhadores, os direitos das mulheres, os direitos dos animais, os direitos das crianças… Em resumo, os direitos! Mas ai de quando algum politico fala nos deveres! No entanto, toda a legislação, alguma dela inútil e a maior parte mal feita propositadamente, é acerca dos deveres. Não é estranho que alguém que passa a vida a legislar deveres raramente fale deles?

Por outro lado, a religião nunca colocou enfoque nos direitos, a não ser, claro, quando lhe é “politicamente” conveniente. O enfoque da religião está nos deveres para com Deus ou os Deuses ou o que quer que seja de divino, e para com os outros.
Basta olhar para os dez mandamentos. Se os primeiros regulamentam a relação do Homem com YHWH, todos os outros regulamentam a relação entre os Homens. Mas, ao fazer isto, ao regulamentar os deveres, preserva os direitos dos outros!


Se calhar não é apenas necessária uma carta internacional dos direitos do Homem. Seria, talvez, útil uma adenda acerca dos deveres. E nem precisaria de ser muito longa. Um simples “tens o dever absoluto de tratar os outros como queres ser tratado” seria o suficiente.


Se respeitássemos os nossos deveres, enquanto seres humanos, para com o próximo, não precisaríamos de cartas de direitos. Estes estariam preservados à partida!
Aquilo que se olha e não se vê, chama-se invisível
Aquilo que se escuta e não se ouve, chama-se inaudível
Aquilo que se abraça e não se possui, chama-se impalpável
Estes três não podem ser revelados
Por isso se fundem e se tornam um


Enquanto superior não é luminoso
Enquanto inferior não é vago


O Constante que não pode ser nomeado
É o retorno à não-existência
É a expressão da não-expressão
É a imagem da não-existência
A isso se chama indeterminado


Encarando-o, não se vê sua face
Seguindo-o, não se vê suas costas


Quem mantém o Caminho Ancestral
Poderá governar a existência presente
Quem conhece o Princípio Ancestral
Encontrará a ordem do Caminho






Lao Tsé

O prestígio e a humilhação geram susto
A nobreza e a grande preocupação situam-se no corpo

O que são prestígio e humilhação?
Prestígio é inferior
Ao obtê-lo ficamos assustados
Ao perdê-lo ficamos assustados
Isto é o que quer dizer “o prestígio e a humilhação geram susto”


O que quer dizer “a nobreza e a grande preocupação situam-se no corpo” ?
A razão de eu ter esta “grande preocupação” é ter um corpo
Se não tivesse um corpo
Com que teria que me preocupar?

Por isso
Nobre é aquele que entrega o corpo ao mundo
A este o mundo pode se entregar
Quem ama faz do mundo o seu corpo
Neste o mundo pode confiar







Lao Tsé
Trinta raios convergem ao vazio do centro da roda
Através dessa não-existência
Existe a utilidade do veículo


A argila é trabalhada na forma de vasos
Através da não-existência
Existe a utilidade do objeto


Portas e janelas são abertas na construção da casa
Através da não-existência
Existe a utilidade da casa


Assim, da existência vem o valor
E da não-existência, a utilidade









Lao Tsé

Quem conduz a realização do corpo por abraçar a unidade
Pode tornar-se indivisível
Quem respira com pureza por alcançar a suavidade
Pode tornar-se criança
Quem purifica através do conhecimento do mistério
Pode tornar-se imaculado


Ame o povo e governe o reino através do não-conhecimento
Ilumine e clareie os quatro cantos através da não-ação
Abra e feche a porta do céu através da ação feminina


O que gera e cria
Gera mas sem se apossar
Age sem querer para si
Cultiva mas sem dominar

Chama-se Misteriosa Virtude






Lao Tsé

O que é mantido cheio não permanece até o fim
O que é intencionalmente polido não é um tesouro eterno


Uma sala cheia de ouro e jade é difícil de ser guardada


Riqueza e nobreza somadas à arrogância
Trazem para si a própria culpa


Concluir o nome, terminar a obra, retirar o corpo
Este é o Caminho do Céu







Lao Tsé

A bondade sublime é como a água
A água, na sua bondade, beneficia os dez mil seres sem preferência
Permanece nos lugares desprezados pelos outros
Por isso assemelha-se ao Caminho

Viva com bondade na terra
Pense com bondade, como um lago
Conviva com bondade, como irmãos
Fale com a bondade de quem tem palavra
Governe com a bondade de quem tem ordem
Realize com a bondade de quem é capaz
Aja com bondade todo o tempo


Não dispute, assim não haverá rivalidade






Lao Tsé

Não valorizando os tesouros, mantém-se o povo alheio à disputa
Não enobrecendo a matéria de difícil aquisição, mantém-se o povo alheio à cobiça
Não admirando o que é desejável, mantém-se o coração alheio à desordem

O Homem Sagrado governa
Esvazia seu coração
Enche seu ventre
Enfraquece suas vontades
Robustece seus ossos

Mantém permanentemente o povo sem conhecimentos e desejos
Faz com que os de conhecimento não se encorajem e não ajam
Sendo assim
Nada fica sem governo




Lao Tsé
Para quem não conhece, a Strava tem uma aplicação que faz "tracking" dos utilizadores para monitorizar a sua actividade física.
No final do ano passado ou no principio deste a empresa resolveu divulgar um mapa global onde estão assinalados os percursos de todos os utilizadores durante 2017.
Até aqui, nada de anormal!
O problema foi que, neste mapa, aparecem mesmo todos os utilizadores.


Graças a este mapa foram identificadas operações militares secretas, o que pode ser extremamente perigoso para os intervenientes, bases militares secretas cuja existência sempre foi negada...


Mas o mais interessante é que no Antártida, no meio das estepes geladas onde as fotos de satélite não mostram mais que gelo, num vale entre uma cordilheira de montanhas, aparecem claramente vários traços. Alguém resolveu ir fazer "jogging" para a Antártida...
Quando os seres sob o céu reconhecem o belo como belo
Então isso já se tornou um mal
E reconhecendo o bem como bem
Então já não seria um bem

A existência e a inexistência geram-se uma pela outra
O difícil e o fácil completam-se um ao outro
O longo e o curto estabelecem-se um pelo outro
O alto e o baixo inclinam-se um pelo outro
O som e a tonalidade são juntos um com o outro
O antes e o depois seguem-se um ao outro
Portanto
O Homem Sagrado realiza a obra pela não-ação
E pratica o ensinamento através da não-palavra
Os dez mil seres fazem, mas não para se realizar
Iniciam a realização mas não a possuem
Concluem a obra sem se apegar
E justamente por realizarem sem apego
Não passam














Lao Tsé
O caminho que pode ser expresso não é o Caminho constante
O nome que pode ser enunciado não é o Nome constante
Sem-Nome é o princípio do céu e da terra
Com-Nome é a mãe de dez mil coisas
Assim, a constante não-aspiração é contemplar as maravilhas
E a constante aspiração é contemplar o Orifício
Ambos são distintos em seus nomes mas têm a mesma origem
O comum entre os dois chama-se Mistério
O Mistério dos Mistérios é o Portal para todas as Maravilhas






Lao Tsé
Sabes que mais? Vou-te contar um segredo.
Queres ouvir?
Presta atenção, então.
Sabes porque é que estás aqui, neste preciso momento, a ler estas palavras?
Achas que é fruto do acaso?
Pois eu garanto-te que não.
Todos os momentos anteriores da tua vida te trouxeram aqui. O que se passou na tua vida hoje, o que comeste de manhã ao pequeno-almoço, a tua noite de ontem, o que planeaste há um ano atrás, as escolhas que fizeste na adolescência, as que os teus pais fizeram por ti na infância… Desde o momento em que foste concebido este momento era inevitável. A partir o momento em que os teus pais foram concebidos, a tua concepção era inevitável. E assim por diante, por todas as incontáveis gerações.
Desde o primeiro hominídeo, o ser humano era inevitável. Desde o primeiro primata, o hominídeo era inevitável. Desde o primeiro mamífero, o primata era inevitável…
Desde a primeira célula, desde que o Sol se incendiou e começou a formar o sistema solar, desde que a via láctea se formou, desde a origem do universo…
É essa a tua única importância, a tua essência. Tudo o que fizeste ou irás fazer é absolutamente inevitável, e por mais que aches que podes alterar alguma coisa, por maior que seja a tua ilusão de que tens livre arbítrio e controlas o teu destino, vives apenas numa ilusão que te deixa contente.
Aquelas que pensas serem as tuas decisões não passam de reflexos condicionados por tudo o que se passou na tua vida ao leque de escolhas possíveis numa dada ocasião. Se alguém souber tudo sobre ti e sobre a situação em que te encontras pode afirmar com toda a certeza a decisão que vais tomar a seguir.
Não passas, no fundo de um mero efeito de uma causa anterior, efeito essa que se transforma em causa para efeitos posteriores.
Sempre foi assim e sempre assim será, portanto dou-te um conselho:
-Relaxa! Aproveita a viagem. Aprende. Observa. Absorve o que te rodeia e lembra-te que todos os que se cruzam contigo, até aquela pessoa que nunca viste e que não vais voltar a ver mas que apanha o mesmo metro que tu naquele dia, naquela hora, teve alguma influência na tua vida. Se ele não estivesse lá, o teu dia seria diferente e o mundo seria deferente.


Se cada um de nós pensar bem, não são os pratos com melhor apresentação e mais elaborados que nos enchem as medidas. Esses pratos são giros de provar uma vez, são óptimos para se tirar fotos e pôr no Facebook, mas depois falta-lhes vida, a genuinidade da simplicidade.
Esses pratos são como pinturas, feitos para serem visualmente apelativos e apreciados pela sua aparência, uma vez que, como se costuma dizer, os olhos também comem.
Mas o objectivo da comida é ser degustada.
Um prato pode estar visualmente fabuloso e ser sensaborão quando fechamos os olhos e sentimos o sabor. É, basicamente, uma obra de arte sem qualquer outro objectivo que não seja o de ser apreciado pelo que parece.

Na mesma medida, as pessoas também assim são. Muitas são meras obras de arte para serem apreciadas, mas nunca degustadas. Muita parra, mas pouca uva...
Estranho mundo este, em que os homens de ciência fazem mais por procurar Deus que os homens de fé!
Em 1947, na cidade de Roswell, no Novo Mexico, a força aérea Americana teria, alegadamente recolhido destroços de algo que se despenhou.

Embora a versão oficial afirme que se tratava de um balão meteorológico, as reportagens iniciais davam conta de que seria um objecto de natureza desconhecida e de que haveria corpos não humanos, antes humanóides, no meio dos destroços.

O véu de secretismo à volta de tudo o que aconteceu deu origem às mais variadas teorias da conspiração, envolvendo um complexo cuja existência foi negada até recentemente pela FAA, a Área 51.

Durante anos a FAA teve um projecto de investigação a fenómenos inexplicáveis, tendo sido investigados mais de 12.000 casos. O projecto Livro Azul, quando acabou, tinha por explicar 751 ocorrências. Uma percentagem baixa em relação ao total mas, se pensarmos bem, um número ainda assim considerável.

Mas a questão dos OVNI’s era, até ao mês passado, simplesmente algo que não passava de ilusões, singulares ou colectivas, teorias da conspiração e ocupação de tempos livres de pessoas sem mais nada para fazer.

Há uns meses a NASA divulgou que, pela primeira vez que nos tenhamos dado conta, o Sistema Solar foi visitado por algo que veio do espaço inter-estelar. Algo com uma forma pouco natural, extremamente alongada, entrou no nosso sistema fora do plano da elíptica (o plano de rotação de todos os planetas em redor do Sol) a uma velocidade fenomenal, ganhou ainda mais velocidade ao passar pelo sol, graças à gravidade, e saiu do nosso sistema ainda mais depressa do que entrou.
Foi interessante ver, pela primeira vez, cientistas reputáveis que afirmavam que a forma do objecto tanto se poderia dever à gravidade desagregar o objecto, fazendo-o aparecer com uma forma alongada, como podeira ser algo feito por alguém!

No mês passado o Pentágono revelou que houve um projecto que esteve a funcionar entre 2007 e 2012 para investigar fenómenos inexplicáveis e junto com isto lançou para as cadeias noticiosas um vídeo, captado pelo scan de infravermelhos de um caça F18, de um objecto com padrões de movimento e aceleração muito para além das nossas capacidades tecnológicas actuais. Junto com esta revelação foram também libertados documentos que dão conta da recolha de materiais claramente produzidos mas cuja composição e método de fabrico nos escapam, em vários locais onde, reportadamente, se teriam despenhado máquinas destas.

Quer isto dizer que, desde o mês passado, as pessoas que investigam estes fenómenos passaram de maluquinhos das teorias da conspiração a pessoas que afinal tinham razão. O Pentágono admitiu, de uma assentada, aquilo que sempre negou ao longo de 70 anos.

Claro que não houve qualquer esclarecimento acerca da natureza do objecto que foi filmado, tal como não houve da parte da Força Aérea Chilena ao libertar, quase em seguida, um vídeo da mesma natureza.

Ou seja, temos neste momento a confirmação de que andam nos nossos céus objectos que estão além das nossas capacidades tecnológicas actuais. Mas isto não diz qual a sua proveniência ou quem os produziu.

Alienigenas? Programas secretos de alguns governos? Estarão, afinal, os Nazis escondidos debaixo do Polo Sul, como alguns afirmam? Estarão na Lua? Saberão os governos mundiais a proveniência destes veículos?

Demasiadas perguntas sem resposta.

No entanto, há algumas considerações possíveis de fazer.

Seres com a capacidade tecnológica para atravessar o espaço inter-estelar, se nos quisessem invadir ou até dizimar, não teriam o menor problema em fazê-lo. Afinal, conseguimos pôr meia dúzia de pessoas no nosso satélite natural e mesmo isso já provou ser demasiado dispendioso e arriscado. Foi feito apenas num contexto de concorrência com os Russos. Conforme a União Sovietica caiu, também caiu o programa espacial Russo e com ele os investimentos no programa espacial Americano. Porque se os Russos tivessem continuado, já teríamos nesta altura bases em Marte!
Portanto os Aliens não serão uma ameaça concreta.

Há também quem afirme que estes objectos e quem os comanda, seriam remanescentes de uma civilização tecnologicamente avançada anterior à nossa, que teria colonizado boa parte do Sistema Solar, incluindo a Lua e Marte.
Isto explicaria Cydónia (em Marte) e vieram a público há alguns anos vídeos (cuja veracidade sempre foi e continua a ser posta em dúvida) que teriam sido gravados aquando das três últimas missões à lua, que não teriam sido de conhecimento público, e onde teriam sido visitadas estruturas arquitectónicas na lua, bem como os restos de uma gigantesca nave em forma de charuto que estaria despenhada junto a uma cratera no lado obscuro e de onde teriam sido recuperados objectos, uma escrita completamente desconhecida e corpos, nomeadamente de uma piloto das naves cuja autópsia teria sido efectuada no módulo lunar.
Há também o Famoso satélite “Black knight” cujos sinais teriam sido detectados há já muito tempo (inclusive por Nikola Tesla) que, a existir, corrobora esta hipótese.
Não haveria aqui, portanto, nenhuma ameaça concreta.

Mas há uma hipótese preocupante!

Há quem afirme que os objectos que aparecem são produzidos por nós, baseados em tecnologias recuperadas destes locais.
Quem o afirma, afirma também que está em curso um plano. Este plano passa por nos confrontar com uma invasão alienígena inexistente. E porquê?
Não há nada como um objectivo comum para unificar o mundo sob um governo único. Se todos os povos do mundo forem confrontados com a ameaça de extinção, as divisões por raça, credo e afins deixam de ter significado. Passará a interessar a sobrevivência da espécie.
E isto, para os Senhores que mandam realmente no planeta, para quem as guerras são cada vez mais dispendiosas e difíceis de justificar, pode ser o plano final para tentar subjugar a Humanidade.

É melhor, enquanto espécie, começarmos a fazer as perguntas certas, sob pena de os nossos filhos virem a viver num planeta desolado e absolutamente subjugado pelo medo por meia dúzia de pessoas a quem a ambição de se tornarem Deuses roubou de toda a Humanidade!

Entropia.

A palavra vem do Grego “Entropêe”, que significa mudança.

Na física faz parte da Lei da Termodinâmica que afirma que quanto maior for a desordem num sistema, maior será a sua entropia.

A Entropia é irreversível. Se lançarmos ao ar um baralho de cartas, as cartas não tendem para se organizar no processo. É um processo natural. É a tendência de tudo, da ordem para o caos…
…mas, a ser assim, de onde vêm as doses maciças de organização que vemos à nossa volta?
Átomos que se transformam em estrelas que criam planetas que criam vida…
…estrelas que se organizam em galáxias, galáxias em grupos…
O Universo tende para a entropia. Um dia, a ultima estrela apagar-se-á e nada sobrará a não ser um infinito vazio.

Nada escapa à Entropia. Tudo nasce, envelhece e morre, organismos unicelulares, vírus, bactérias, fungos, plantas, animais, crenças, civilizações, tudo percorre o mesmo ciclo.
Por milhares de anos os Sumérios foram o pináculo da realização da humanidade, substituídos pêlos egípcios, substituídos pêlos gregos, substituídos pêlos romanos.

Inexoravelmente, o nosso modo de vida, a nossa civilização, pináculo da concretização, a nossa tecnologia, as nossas religiões, os nossos Deuses, tudo passará e não deixará senão pó e quem sabe alguns vestígios de que, em determinado ponto do tempo, nós existimos. Serão outros a achar-nos bárbaros e incivilizados, meramente porque os nossos costumes são distantes dos deles.

Mas não haverá nada que seja capaz de contrariar a entropia?

Imaginem, por um momento, uma sociedade em que ninguém quer nada e por isso todos estão dispostos a dar tudo. Onde as conquistas da ciência são partilhadas, onde o conhecimento não é estanque, onde o trabalho é valorizado sem ser pela função que se executa, onde a vida de cada um é vivida como cada um entende desde que não prejudique ninguém, onde todos trabalham em cooperação, sem invejas, ódios ou rancores, onde todos têm noção da importância da sua individualidade pelo contributo da mesma para a unicidade.

Imaginem, em contraponto, uma sociedade egoísta, em que se valoriza o que se tem e não quem se é, e por isso mesmo nada se partilha livremente, onde não há uma verdadeira cooperação, a não ser que seja absolutamente vantajoso para alguém, onde se escrutinam o modo de pensar, de sentir, de estar de cada um, mesmo que nada prejudique outras pessoas…

Qual destas duas sociedades têm maior chance de crescer e evoluir de uma forma sadia?

Qual destas se parece mais com a nossa?

A primeira é uma utopia, uma sociedade de Amor, que cresce pela partilha, de bens, de ideias, que não deixa ninguém para trás, nem ninguém excluído.

A segunda é a mais parecida com a nossa.

O Amor parece ser a única força no universo capaz de contrariar a entropia.

O Ego é a única coisa que nos separa do Amor. Cada um pode contribuir para uma sociedade melhor. Basta pôr de lado o Ego e ajudarmos os outros como pudermos. E isto não passa por coisas muito complicadas, se pensarmos bem. Bastará, se calhar, ajudarmos alguém que nos atende a executar a sua tarefa sendo delicados, dar um sorriso a quem se cruza connosco, entender que um gesto irado na nossa direcção pode ser consequência de algo que existe na vida da pessoa e não de algo que tenhamos feito.

Se não formos capazes de o fazer, a nossa civilização ruirá, como os grandes impérios da antiguidade.

É, cada vez mais, urgente passar da sociedade do ego para uma sociedade de Amor.
A ignorância é a causa de todo o mal e serve a morte.
Nunca nada nasceu ou nascerá da ignorância.
Aqueles que vivem em vigia serão felizes quando a verdade for revelada.
Enquanto escondida a verdade é como a ignorância:
Fica em si própria.
Mas quando revelada, é reconhecida e glorificada, pois é mais poderosa que a ignorância e o erro.
Trás a liberdade.
O Verbo diz “Se conheceres a verdade, a verdade te libertará”
A ignorância é escravatura.
Conhecimento é liberdade.
Quando reconhecemos a verdade provamos do seu fruto em nós próprios.
Quando nos unimos à verdade ela partilha a sua plenitude connosco.
Sabemos o que a criação nos revela e chamamos a essas coisas fortes e merecedoras;
Aquilo que nos é desconhecido achamos fracas e desprezíveis.
Assim é que as realidades reveladas à vigilância parecem fracas e desprezíveis, onde são fortes e dignas de veneração.

Evangelho apócrifo de Filipe
Deus deu, a toda a Humanidade o livre arbitrio. A cada um de nós.
Assim sendo, qualquer imposição, seja da siciedade, da propria religião, venha ela de onde vier, qualquer meio que sirva para dizer a alguém como deve viver a sua vida além das relações interpessoais é uma contradição directa de um dom de Deus
A esfinge, animal mítico, tinha a cabeça humana, corpo de leão.
Não é pois de estranhar que se diga que uma esfinge guarda o planalto de Gizé. Afinal está lá uma estátua gigantesca com corpo de leão e cabeça humana.
Mas será que a estátua é, realmente, de uma esfinge?
Há quem afirme que a estátua não está como era originalmente.
Em primeiro lugar há provas inequívocas de erosão por água nas paredes do recinto da esfinge. Estas provas estão confirmadas por geólogos, apesar dos egiptólogos dizerem que não. No entanto, os geólogos costumam perceber mais de geologia do que os egiptólogos, portanto creio que devemos assumir que os geólogos devem saber do que falam.
Isto quer dizer que a estátua lá estava quando, naquela região, caiam chuvas abundantes. E quererá dizer que lá estava já há bastante tempo, devido às marcas de erosão. As últimas chuvas abundantes naquela região foram no fim da idade do gelo, há 16.600 anos.
Ora, se a estátua já lá estava, isto deita por terra a associação da estátua à era de leão. Tendo em conta o alinhamento das pirâmides com Oríon, que bate certo com esta data, é normal assumir que a esfinge foi feita, na era de leão, e que será por isso que tem esta forma, uma vez que o sol, no equinócio da primavera, nascia na casa de leão.
Mas se a esfinge lá estava antes, não há muita lógica em que tivesse sido construída assim.
No entanto a estátua sempre foi conotada com Anúbis.
Anúbis era o Deus que conduzia as almas dos mortos pelo submundo. Era sempre representado com uma cabeça de chacal. Em várias representações Egípcias surge de barriga colada ao chão, membros posteriores encolhidos, com a cauda enrolada em volta da pata posterior direita e membros anteriores esticados para a frente. A cabeça de chacal com orelhas espetadas. Posição de guarda.
Ora, o corpo da esfinge é exactamente isto, sendo que a única parte que não bate certa é a cabeça, desproporcionalmente pequena para o corpo.
Vejamos:
Comparando a representação tradicional de Anúbis, o chacal, como encontrado, por exemplo, no túmulo de Tutankamon e o corpo da esfinge, há uma semelhança óbvia.
Se imaginarmos a cabeça de chacal proporcional naquele corpo, fará muito mais sentido que aquela cabeça humana desproporcionalmente pequena.
Porquê um cão (um chacal, mais concretamente)?
Já aqui falei no estranho posicionamento de uns quantos sítios enigmáticos numa longa linha que circunda o planeta inclinada em relação ao equador. Essa linha é chamada por muitos de “o antigo equador” ou seja, no passado, aquando da construção original, antes do reaproveitamento e reconstrução por culturas que se seguiram, esta seria a linha do equador.
Se esta fosse a linha do equador, estaria a estátua alinhada com a estrela Sírio, tão importante na cultura egípcia, situada na constelação de canis major?
Não sei se esta hipótese ocorreu a mais alguém, mas consideremos isto:
-Segundo a cultura egípcia, as construções obedeciam a um plano. O Egipto era a representação na terra do reino celestial. Assim na terra como no céu.
As pirâmides seriam a referência a Órion, Osíris. O Nilo a via láctea.
A estátua, enorme, apontaria a canis major, mais concretamente a Sírio, Ísis.
Atrás da esfinge há um poço, entretanto aterrado e sem acesso ao público, onde foram encontrados caixões de granito maciço que foram descritos como tão grandes que só poderiam ser para bois cerimoniais…
…ou então para alguém mesmo muito grande.
Anúbis, o que guia os espíritos, vigia por eles, os espíritos dos deuses, para a eternidade.
Entretanto dá-se o impacto do meteorito na calote polar, na América do norte. A acreditar nas teorias de Charles Hapgood, este evento poderia ter levado a um deslocamento da crosta, alterando as posições relativas dos continentes em relação ao eixo, embora mantendo tudo mais ou menos no sítio. Alterações bruscas que transformam o Sahara num deserto e congelam mamutes ainda com comida nos estômagos em Permafrost.
Os mares sobem vertiginosamente deixando cidades costeiras afundadas a milhas das novas costas, caso da cidade afundada ao largo de Dwarka na India, não a que junto à costa a poucos metros de profundidade, mas a que está ao largo, que esteve pela ultima vez à superfície há 12.000, do tamanho de Manhattan  e de onde já se retiraram artefactos com aproximadamente esta idade.
Os alinhamentos estelares saem dos sítios. Algumas construções proeminentes de pedra sobrevivem, locais sagrados, ou que passam a ser considerados sagrados quando redescobertos.
Após a catástrofe alguns sobreviventes descobrem a estátua parcialmente arruinada e voltam a dar-lhe forma à cabeça, provavelmente em homenagem a algum governante da altura. Isto passa-se já na era de leão e provavelmente mesmo as pirâmides são depois erigidas sobre estruturas anteriores, seguindo um plano de construção antiquíssimo.
Entretanto, as invasões de outros povos acabam por levar a que a tecnologia que permitiu construir coisas como as pirâmides, e que estão além dos nossos conhecimentos de engenharia, seja escondida ou venha a ser definitivamente perdida, tornando-se a construção, paradoxalmente, pior com a passagem do tempo.
O mesmo acontece em Gobekle Tepe, onde os pilares mais antigos, com 11.800 anos, são mais elaborados e massivos que os de épocas posteriores, mostrando um comprovado declínio até as estruturas serem finalmente abandonadas.
Novos povos que chegam acabam por considerar estes locais sagrados e erguem as suas próprias estruturas por cima.
Um cenário que não me parece, de todo, implausível, levando em conta que existimos no planeta há pelo menos 300.000 anos!
O problema que a Verdade tem, nos dias de hoje, é que não depende de perspectivas nem é politicamente correcta! Logo, a verdade é sempre inconveniente!
Recapitulando.
 
Até há pouco tempo julgava-se que o Homo Sapiens existia na sua forma moderna desde há cerca de 200.000 anos, originário do centro de África.
Descobertas recentes desafiam esta datação. Havia Homo Sapiens modernos há 300.000 anos em Marrocos. A não ser que o Homo Sapiens seja originário de Marrocos, isso quererá dizer que a espécie já existiria há bastante mais tempo, o suficiente para se disseminar pelo continente Africano.
Sabemos ainda que há 60.000 anos um desses Homo Sapiens deu origem a uma linhagem que acabou por sair de África há cerca de 40.000 anos atrás, altura que coincide com aquilo que se pensava ter sido uma extinção do Homo Neanderthalensis, mas que se sabe hoje em dia que foi afinal uma miscigenação, não só com este último na Europa, mas também com os Denisonovanos na Ásia e suspeita-se que houve ainda mais espécies absorvidas, o que faria com que os Homo Sapiens puros fossem apenas os Africanos.
É nesta mesma altura, há cerca de 40.000 anos atrás que a humanidade ganha simbolismo e abstracção no pensamento, sendo dessa altura as primeiras pinturas rupestres.
 
Há duas coisas que saltam à vista destas afirmações anteriores:
 
Seres iguais a nós, com as mesmas características, com o mesmo volume cerebral, viveram pelo menos 260.000 anos em África (e, a não ser que sejamos todos originários de Marrocos será bem mais que 260.000 anos), antes de se espalharem pelo mundo.
 
Só depois disto aparece a criação artística e só nos últimos 6000 anos a civilização!
 
Levando isto em conta, ainda que consideremos somente os 300.000 anos, tornamo-nos simbólicos há apenas mais ou menos 14% do tempo da nossa existência e inventamos a civilização há apenas 2%! Convenhamos que isto é um resultado francamente mau, sobretudo quando aparentemente, até inventarmos a civilização, não houve grandes mudanças no nosso modo de vida a não ser as provocadas por factores climáticos. Apesar de anatomicamente modernos, de termos um cérebro igual, não evoluímos nada durante 86% da existência da espécie e apenas inventamos a roda e a agricultura ao fim de 98%?
 
Creio que, só de olhar para os números a frio, torna-se evidente que algo se passou há 40.000 anos atrás. Houve um despertar de consciência! Mas o que terá levado a isso?
 
Alguns advogam que o uso de substâncias psico-activas pode estar na fonte desse despertar. Não advogo esta hipótese em absoluto, uma vez que está bem documentada a procura dessas substâncias por várias espécies animais, o que não faria do Homo Sapiens um caso único, sendo que a espécie já procuraria esse tipo de substâncias antes, habito herdado já de antepassados extintos, por certo.
Ainda assim, pode dar-se o facto de, com as migrações para fora de África, uma qualquer substância diferente do habitual poder ter provocado alterações no cérebro.
 
Mas há a questão da hibridização…
 
Poderiam os genes das outras espécies absorvidas ter estado na génese da mudança?
Será que o Homo Sapiens, por si só, não é uma espécie assim tão interessante?
Foi notícia nos jornais, recentemente, a descoberta de fosseis humanos numa caverna, em Marrocos, com cerca de trezentos mil anos.

Não estamos a falar de fosseis de “primos” de alguma espécie próxima, mas sim de seres humanos anatomicamente modernos. Seres que, sem grande esforço e com algumas roupas em cima passariam por qualquer um de nós sem que sequer dessemos por eles.

Esta descoberta é significativa porque empurra a existência de seres humanos modernos 100.000 anos para trás. Mais ainda, mostra que os seres humanos modernos estavam bem mais disseminados do que aquilo que se pensava até agora.
 
Esta descoberta trás com ela perguntas fundamentais, ou por outra, agrava as perguntas que existiam já.
 
-Se os seres humanos modernos estavam disseminados pelo continente Africano há 300.000 anos, e se eram, em tudo, iguais aquilo que a humanidade é, porque não se espalharam pelo globo mais cedo?
 
-Se eram iguais a nós, porque é que as primeiras representações de simbologia e arte aparecem apenas há cerca de 35.400 (pouco mais que 10% do tempo da existência da espécie) na Indonésia?
 
-Se as primeiras cidades e civilizações datam da Suméria há cerca de 5.000 anos, o que andou a humanidade a fazer nos restantes 295.000 (pelo menos, uma vez que esta descoberta põe em causa o berço da humanidade – ou esta se formou em Marrocos e se expandiu a partir daí ou apareceu mais cedo noutro local ainda por identificar)?
 
Mas destas perguntas a mais intrigante é a segunda. O que transformou a humanidade em seres simbólicos? O que terá dado origem à abstracção e à simbologia?
 
-Será que o homo sapiens sapiens, por si só, não é um animal assim tão interessante? Será que absorvemos esta capacidade para a simbologia ao hibridizar com os Neandertalensis ou os Denisonovanos, ou até mesmo com outras espécies humanas ainda por identificar?
 
-Ou terá sido o Homo Sapiens Sapiens forçado a sair de África, por algum motivo natural, como alterações climáticas e uma mudança na dieta disponível tenha vindo a despoletar algo no cérebro, como por exemplo, o consumo de plantas e fungos com propriedades psicotrópicas?
Mas quererá isto dizer que Jesus, O Cristo, não será mais do que uma personagem de ficção?
 
A resposta a esta pergunta dependerá do entendimento de cada um. De uma perspectiva pessoal não me custa a acreditar que sim, que existiu, à semelhança de tantos outros personagens messiânicos e proféticos que existiam por lá, e que tanto esperavam o Messias que os viria libertar do julgo Romano.
Se pensarmos bem, o facto de não ser referido dever-se-á a que o impacto original de Cristo não terá sido assim tão grande. Ainda que multidões o seguissem em alguns lugares, ainda que a sua fama se possa ter espalhado localmente por ter feito curas prodigiosas e milagres, o mais provável é que a maioria desconsiderasse tal como exageros e boatos.
A imagem de cristo torna-se central apenas depois da sua ressureição. Algo teve um impacto tão brutal naqueles homens simples e iliterados, como Simão, o Pedro, que os levou a renegarem a importância da sua própria vida em relação ao testemunho que davam.
Mesmo Saulo de Tarso, que mudou radicalmente de perseguidor a perseguido, embora nunca o tenha conhecido (não é absolutamente claro se alguma vez o terá visto antes de lhe ter aparecido).
Não é portanto estranho que à data das ocorrências estas fossem apenas coisas menores, no meio de tanta coisa estranha que se passaria nas regiões mais longínquas do Império.
 
Olhando então para os testemunhos e vidas daqueles que eram os seus apóstolos é seguro dizer que algo teve uma influência brutal nas vidas daquelas pessoas.
 
Então porque todas aquelas semelhanças com outras divindades solares?
 
Ao fazermos esta pergunta devemos pensar em duas coisas distintas: Cristianismo e catolicismo!
 
A história da fundação da igreja católica apostólica romana está cheia de coisas estranhas. Basicamente, antes de existir a instituição, ninguém ia à missa. O importante não era cumprir ritos religiosos mas sim ser cristão. Foi um imperador romano que determinou a doutrina, à revelia do Papa da altura. Tê-lo-á feito de forma desinteressada?
 
Depois temos uma instituição que não cumpre os ensinamentos da figura que é central nessa instituição. Ou seja, fosse quem fosse Yéshua, não era certamente a figura que é Jesus.
Sabemos hoje em dia de uma enorme quantidade de evangelhos, os apócrifos, que não só não foram considerados para a bíblia, como foram destruídos, alguns perdidos para sempre.
Mas, os textos do mar morto vieram mudar as perspectivas e alguns deles fizeram perceber o porquê de terem sido proscritos pela Igreja. A Igreja escolheu os quatro evangelhos que se adequavam a uma determinada finalidade, deixando outros de lado. Mesmo assim, a adequação não é perfeita.
 
Basta pensarmos que Cristo não terá ressuscitado ao fim de três dias. Se morreu numa sexta-feira à tarde e ressuscitou no domingo de Páscoa, quanto muito terá ressuscitado ao terceiro dia, contando com o próprio dia da morte. De sexta à tarde para domingo de manhã é um pouco menos que dois dias. Então porquê a insistência no “terceiro dia”?
 
E falando da própria doutrina, basta pegarmos num trecho simples, como por exemplo, evangelho de S. Mateus, capítulo 23, de que transcrevo parte abaixo:
 
“Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos,
Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.
Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;
Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los;
E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,
E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas,
E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.
Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.
O maior dentre vós será vosso servo.
E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
 
Se olharmos para este texto, creio que a maioria reconhecerá as ultimas frases. Este texto fala da hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Mas há algo de importantíssimo e com consequências que vão além do óbvio se fosse aplicado como está dito.
 
“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.”
 
Este trecho diz-nos, simplesmente, que se todos somos irmãos, nenhum de nós é mais ou menos que outro.
A levar este trecho à letra, alguém que se apresenta com um título está a tentar elevar-se em relação ao outro. Da mesma forma, ao dirigirmo-nos a alguém por um título estamos automaticamente a pôr essa pessoa num patamar superior.
Uma pessoa não é aquilo que faz. É aquilo que é! Aquilo que faz é apenas uma parte daquilo que é.
 
Não é estranho, nesta sociedade, que as pessoas prefiram definir-se pelo que fazem em vez de pelo que são?
 
Ora, dentro da própria hierarquia da Igreja as coisas não funcionam assim. Uma coisa é dizer a alguém “vou falar com o padre” outra coisa é dirigirmo-nos a ele como “Sr. Padre”. O próprio padre deveria desencorajar este tratamento, uma vez que se está a colocar numa posição de superioridade. Além disso, apesar de ele ter uma função, padre, isso não quer dizer que seja muito “católico”!
 
Portanto, se até numa coisa aparentemente tão simples a Igreja se desvia dos seus fundamentos, o que não fará nos assuntos verdadeiramente complicados?
Não se sabe quem descobriu o “ano longo” nem quando foi descoberto. Sabe-se que quem quer que tenha sido, demorou, certamente, muito tempo para o descobrir. O “Ano longo”, resultado de precessão dos equinócios tem a ver com a inclinação do eixo do planeta e com a rotação desse mesmo eixo no sentido contrário ao da rotação do planeta. O “Ano longo” tem 25770 anos, e está dividido em 12 eras, cada uma com 2147 anos, aproximadamente.

Aquilo que determina a passagem de cada era é a casa astrológica em que o sol nasce no dia 21 de Março, actualmente Peixes, sendo que se entrará na era de Aquário por volta de 2150.
É graças a esta precessão e à mania que os antigos tinham de alinhar monumentos com estrelas específicas e o Sol que muitas dúvidas se têm colocado em relação aos mais antigos monumentos que existem no planeta.

O Sol, sob inúmeros nomes e com diferentes personificações é o Deus mais adorado pela humanidade desde sempre, e, diga-se, com alguma razão. Afinal não é o Sol o regente de todo o sistema solar?
Não é de estranhar pois que a maior parte das divindades solares tenham algumas características em comum.

Olhemos então para algumas coisas que se passam no céu.
Entre o Solstício de Verão e o de Inverno o sol vai-se lentamente movimentando para sul no horizonte e descrevendo um arco cada vez mais pequeno no céu, isto da perspectiva de quem está no hemisfério norte, o que faz com que a duração do dia vá encurtando.
No dia 21 de Dezembro o sol atinge o seu ponto mais a Sul, o dia mais curto. E embora nos esteja oculta, quem estiver suficientemente a sul verá que o Sol se põe por baixo da constelação conhecida como cruzeiro do Sul. Nos três dias seguintes não há movimento perceptível do Sol no horizonte, parecendo ficar estacionário, para no dia 25 de Dezembro começar o seu caminho para Norte, descrevendo arcos cada vez maiores e aumentando a duração dos dias.
No dia 25 de Dezembro as estrelas do cinto de Órion, também conhecidas como as três marias ou os três reis, em alinhamento com Sirius, apontam para o local exacto onde o Sol nascerá nesse dia, por baixo da constelação de Virgem.

O dia 21 de Dezembro era conhecido como “A morte do Sol” que renascia a 25 de Dezembro. E a morte do Sol dá-se numa cruz, pelo menos desde a entrada na era de Peixes, há dois mil anos atrás.
Jesus Cristo Nasceu num dia 25 de Dezembro, de uma virgem, anunciado por uma estrela seguida por três reis magos que viajaram por toda a terra para prestar homenagem.

Jesus Cristo, a Luz do Mundo, o cordeiro sacrificial, morre numa cruz para ressuscitar passados três dias.
 
Quando Moisés apareceu, um dos animais mais reverenciados era o touro. O Boi Ápis era um culto fundamental para os egípcios. Moisés mudou tudo na passagem para a era de Carneiro, tendo toda a simbologia mudado radicalmente na nova religião.

Com a chegada de Jesus é também marcada a passagem para a era actual, Peixes, e também a simbologia mudou. Jesus terá sido o cordeiro sacrificial, com a sua morte a significar o fim da era anterior, mas ao mesmo tempo foi um pescador de homens, alimentou milhares com dois peixes, o seu símbolo, ainda hoje visto por todo lado, é um peixe.
 
A vida de Jesus que nos chegou pêlos evangelhos têm todas as características de uma divindade Solar. Mas será que os factos foram mesmo assim?
 
Tudo o que sabemos de Jesus provem de escritos feitos, na maior parte das vezes, décadas, senão séculos, após a sua morte. Não há uma única prova de que ele tenha existido de facto, assim como não há nenhuma que o contradiga. Mas houve, sem dúvida, um enorme esforço por parte da Igreja para adequar a sua imagem a um modelo que estava desde há muito estabelecido. Não são raras as comparações, a maior parte delas, admito, bastante enviesadas, com Mithra, Horus e até mesmo com a vida de Josué, outro personagem bíblico.

Esse esforço, que foi progredindo ao longo dos séculos, levou a que a Imaculada Conceição se tornasse dogma da Igreja no Sec. XX. Ou seja, foi um Papa que, mil anos depois dos eventos, declarou que Jesus tinha nascido de uma Virgem.
 
Há, de facto, paralelos e um caminho claro nas simbologias destes Deuses que atravessam as respectivas eras e um corte com toda a simbologia que vinha de trás, embora haja uma continuidade da simbologia base, a que não se altera com o passar das eras, a que é relativa ao Sol.
 
Admito que isto me deixa curioso em relação à próxima divindade que aparecerá para dar inicio à era de Aquário.
Tudo precisa, verdadeiramente, de um propósito, com a possível excepção da arte.

Muita gente se pergunta, quando confrontados com a realidade de alguns ataques terroristas, como é possível que jovens criados na Europa, muitos sem qualquer ligação ao Islão na sua educação, se transformem não só em radicais Islâmicos, como até em soldados ou terroristas suicidas em organizações radicais. Não se percebe como um jovem qualquer, nascido num país ocidental, de pais ocidentais, não raro ateus ou professantes de um qualquer ramo do Cristianismo, se tornam assassinos religiosos.

As respostas poderiam ser muitas e complexas, mas, quando olhamos para a base de tudo, vem à tona uma razão simples: Propósito!

Quando se olha de forma critica para a sociedade em que estamos inseridos, não é difícil chegar à conclusão que cada vez mais as pessoas se sentem perdidas. Não há um propósito para as suas vidas que não seja ganhar dinheiro que serve para gastar em coisas supérfluas que são muitas vezes produzidas por si próprios. A existência, na sociedade Ocidental, parece ter como propósito único o consumo. O sucesso é medido pela quantidade de tralha inútil que se consegue acumular, pela capacidade de comprar coisas. Se alguém não consegue comprar tralhas supérfluas, estará no fundo da sociedade.

Este propósito não leva a coisa alguma com significado. Mas leva a uma pressão dos pares. Alguém que use roupas de marca estará um degrau acima de quem não as consegue comprar. Alguém que tem um carro maior e mais potente é mais considerado do que alguém que se desloque num veiculo simples e sem mariquices. Ter um telemóvel topo de gama cheio de funções que não são usadas é uma obrigatoriedade… Esta pressão social, em que Deus é substituído por Marcas (está cientificamente estudada esta associação) leva a que muitos jovens de famílias de baixo rendimento cresçam revoltados.

Sem acesso às mesmas condições, quer na educação, quer na saúde, quer em qualquer outra parte da sociedade, muitos jovens viram-se para a criminalidade como forma de obter dinheiro fácil que lhes permita estar em pé de igualdade com os outros, que nascem em melhores condições sociais.
Mas uns e outros levam vidas desprovidas de significado. São pessoas que se definem pelo que têm ou podem obter, não pelo que são.

Quando um destes a um destes jovens é dado um propósito maior, uma causa, sobretudo uma causa difícil, quando lhes é pedido um sacrifício em favor de um bem maior, quando lhes é dada uma razão de existir que os ultrapassa, muitos agarram-se a isso como se nada mais houvesse no mundo!


Se calhar seria boa ideia reinstituir valores e criar propósitos maiores na sociedade ocidental, que é como um balão que se expande. Uma superfície cada vez maior, mas completamente vazia por dentro…
…e um balão tem um limite até onde pode esticar, antes de rebentar!
Tudo precisa de um propósito.
E quando se descobre que a pirâmide do sol, em Visoko, está a emitir, do seu topo, Ondas Longitudinais numa frequência de 28 Khz, num padrão de dupla hélice, que ganham força e potência à medida que sobem?

Está na altura de começar a olhar bem para as descobertas e experiências de Nikola Tesla.
As sociedades são compostas por pessoas.

Dentro das sociedades temos a politica, a arte e a religião. Qualquer uma destas três componentes influenciam a cultura da sociedade.

A política deveria servir para fazer a gestão mundana dos bens da sociedade e a redistribuição de recursos, bem como responder às aspirações futuras das pessoas que compõem a sociedade.
A arte é uma forma de expressão, individual ou colectiva, que se alimenta da cultura da sociedade e a influência num circuito de retro-alimentação. Uma obra de arte tem o poder de mudar um paradigma da sociedade, mas nunca o poderia fazer se o paradigma não existisse anteriormente, da mesma maneira que a política o faz com as leis. As leis alteram-se e a arte muda porque a sociedade é dinâmica e muda também com o tempo. Arte e política são tanto causa como consequência.

Mas o problema é que as pessoas que compõem a sociedade estão, na maior parte do seu tempo disponível, ocupadas a sobreviver. No tempo que sobra ocupam-se a fazer algo que lhes dê algum prazer, seja ler um livro, ver um filme, ver programas esdrúxulos em canais televisivos generalistas, passear, organizar refeições com amigos, ou que quer que seja que lhes preenche o tempo.

Como tal, existem políticos que são pagos pela sociedade para fazer politica e agir em nome de um conjunto de cidadãos dessa sociedade. Não passa pela cabeça de ninguém fazer do Diário da Republica leitura obrigatória para saber de todas as leis que são publicadas. Por norma as leis deveriam ter por base o bom senso na regulação das relações pessoais e empresariais e, desde que alguém haja dentro do bom senso, não deveria estar a fazer nada ilegal. Quanto muito, alguns cidadãos mais interessados lêem jornais ou vêem debates ao vivo ou na televisão e formam uma opinião com base na opinião de outros que são pagos para emitir essa opinião. O que quer dizer que a maioria da população tem uma visão da politica em segunda, terceira ou quarta mão, com opiniões que divergem por vezes tanto dos factos que a sociedade acaba por ganhar uma visão obliqua da politica.

Com a religião passa-se a mesma coisa.
As pessoas têm uma vida prática com tempos limitados. Por outro lado existem os religiosos, que vivem para estudar os textos religiosos e transmitir a pratica dos mesmos à sociedade.

Quantos cristãos, no mundo inteiro, leram alguma vez uma versão não adulterada da Bíblia?
Nenhum!
Quantos cristãos leram a Bíblia, seja em que versão for?
Muito poucos.
Quantos Islâmicos leram o Corão, na sua versão original, sem anotações?

E o problema reside aqui, sobretudo quando falamos de costumes morais. Se é relativamente fácil olhar para uma frase como “Não matarás” e perceber que não há qualquer conflito aqui, para a maior parte do que é dito nas igrejas, mesquitas, templos ou seja o que for, as interpretações são variadas, sobretudo quando se pode pegar numa frase de um livro imenso e descontextualizá-la.

Talvez por isso o Corão diz que apenas o que está escrito é a lei. Seguir a lei de sábios que se pronunciam acerca das escrituras e não a lei que está nas escrituras é, ou deveria ser, para um crente, idolatria.

Ou seja, para um crente, o Corão é a única lei. Mas se aquilo que lá está escrito não é aquilo que é interpretado – o que não é difícil perceber quando há um Imã que diz aos seus fieis que devem deixar de comer tomate, uma vez que, quando cortado, o tomate apresenta um cruz no interior e nunca vi nada no Corão que se referisse à profanidade do tomate – então não estará a religião em confronto directo com a revelação que lhe serviu de base?

Quando se fala num Hijab, vem de imediato à cabeça o véu Islâmico.

O véu é mencionado apenas uma vez em todos os versos do Corão.

Não é chamado de Hijab no livro sagrado.

O véu é mencionado porque à altura as mulheres tinham o costume de usar um lenço que era preso na lateral e deixado solto a cair pelas costas. Usavam também túnicas abertas à frente, que deixavam ver os seios desnudos.

O livro diz que as mulheres deveriam usar o véu para cobrir os seios. Nada mais.

No entanto, a palavra Hijab aparece de facto no Corão, mas não se referindo a um véu. Refere-se a algo que separe duas pessoas, como uma parede ou um biombo.

A ala radical da religião Islâmica afirma muitas vezes que pretende restaurar o Islão à sua pureza original.

Khadijah bint Khuwaylid, filha de Khuwaylid ibn Asad e Fátima bint Za'idah foi casada duas vezes e enviuvou dos dois casamentos.
Era uma mercadora rica, diz-se que a sua caravana era maior que as dos seus concorrentes juntas.
Era a empregadora de Maomé.
Quando este tinha vinte e cinco anos ela propôs-lhe casamento. Ficaram juntos por 24 anos sem que Maomé tenha tomado outra esposa.
Foi ela que o estimulou a pregar a sua mensagem religiosa e o protegeu.

Se calhar, restaurar o Islão ao que era no ano 600 seria um enorme passo em frente no que diz respeito aos direitos das mulheres.

Perdia-me nas conjecturas da Teoria das Supercordas e da Teoria da Relatividade geral quando me ocorreu algo:

Tomando como referência o cubo, temos um objecto com 8 vértices a 90 graus e equidistantes uns dos outros, 12 arestas e seis superfícies.
Um hipercubo, ou tesseract, ou cubo quadrimensional tem 16 vértices a 90 graus e equidistantes, 32 arestas, 24 superfícies, e 8 cubos.

No entanto, um tesseract ocupa o mesmo espaço que um cubo, apenas em dimensões diferentes.

Se tomarmos em linha a famosa equação de Einstein E=Mc2, não será razoável supor que a densidade da massa estará mais próxima da energia pura numa quarta dimensão?

Por esta mesma ordem de ideias, numa 5ª dimensão a matéria não seria energia pura, uma vez que a 5ª dimensão elevaria a massa de um objecto tridimensional ao quadrado?

Ainda continuando na influência que as expectativas têm no resultado das experiências a nível quântico, o senso comum levar-nos-ia a pensar que se é assim que o Universo funciona a nível do infinitamente pequeno, também assim seria a todos os níveis.

O problema ao passarmos do mundo Quântico para a realidade do dia-a-dia está no conjunto de todas as vontades.
Há muitos exemplos de que quando um povo se une em torno de um objectivo, uma ideia ou um ideal, as coisas mudam. Quando há divisões, quando não há união, é impossível.

A realidade do dia-a-dia está sujeita não a uma vontade singular ou de um grupo restrito num laboratório, mas sim da soma das vontades individuais. Talvez por isso seja difícil ou mesmo impossível verificar essa intenção da expectativa na realidade concreta.

Não deixa ainda assim de ser interessante verificar que ideias que pertenciam somente ao reino da ficção científica, completamente implausíveis, se vieram a tornar realidades. Arthur C. Clarke, um dos maiores escritores de ficção científica está creditado como inventor do satélite de comunicações, embora nunca tenha construído nenhum, mas propôs que seria possível lançar satélites para orbitas geoestacionárias para retransmissão de sinais de rádio.

Quando Júlio Verne propôs a ideia da viagem à lua achava-se a ideia impossível, mas um século depois Neil Armstrong foi o primeiro humano a pisar um solo extraterrestre.

Hoje temos teorias estranhíssimas. Uma das ideias da ficção científica, extremamente propagada por livros de BD de super-heróis, era a ideia do multiverso, que era ridícula. No entanto deixou de o ser. Outra era a multidimensionalidade, mas também deixou de o ser.

Os jogos de computador trouxeram a hipótese de se ser o “Deus” de um mundo virtual, com coisas do género “Sim City” que evoluíram para jogos do tipo “Sim´s” em que se controla um ou vários personagens dentro de um determinado ambiente. Hoje em dia coloca-se a hipótese de todo o Universo ser uma simulação.

Parece quase haver um padrão. Quantas mais pessoas acreditam e se identificam com uma teoria, mais provas aparecem de que essa teoria poderá ter um fundo.


Será que o futuro não pertence a Deus, mas à vontade do colectivo? Ou, por outras palavras, será que a vontade de Deus é a vontade do colectivo?
Se não existisse tempo, existiria a Luz?
Do que está escrito abaixo pode-se inferir que, caso a Teoria das Supercordas se venha a verificar, todas as possibilidades de tudo são válidas até ao infinito.

Tudo o que já foi concebido ou possa vir a ser, todas as ideias, todos os pensamentos, todos os personagens, todas as histórias são reais em algum ponto do Multiverso.

Isso quer dizer que se torna impossível negar a existência do Deus de Espinoza, de YHWH, de Zeus e Afrodite e Eros, de Valhalla por onde se passeiam Odin e Thor e Loki, de Shiva, De Rá e Isis e Osíris e Set, do Tom Sawyer e Huckelberry Finn, do Capitão Nemo, de homenzinhos verdes de Marte ou até mesmo de vasos de petúnias cientes e cachalotes voadores. Tudo isto é certo num Multiverso de infinitas possibilidades, ainda que qualquer hipótese exista apenas em um, remoto e distante.

Talvez esta conclusão seja desconcertante demais. Deus existe. Pode não existir no Universo como o conhecemos, mas existe algures num Multiverso que está, pelo menos por ora, vedado ao Homo Sapiens Sapiens.

No entanto há mais uma coisa que é desconcertante e que foi inesperada para a ciência. O observador e as suas expectativas têm o potencial para alterar o resultado de uma experiência. Ou seja, a mesma experiência conduzida sob as mesmas condições por duas pessoas diferentes com expectativas diferentes poderá dar resultados diferentes de acordo com as expectativas. Aparentemente, a nível quântico, a energia que se direcciona e canaliza sob forma de expectativa positiva ou negativa influenciam e interagem com outras energias, e matéria é energia.

Alguns chamariam a isto Fé! A tal Fé que tem o poder de mover montanhas.

De acordo com a Teoria das Supercordas existem pelo menos dez dimensões, pese embora a Teoria-M sugerir existirem onze e a Teoria das Cordas Bosónicas prever vinte e seis.
No entanto, como afirma Mithu Kako, a matemática para doze dimensões é aceitável, mas para mais do que isso transforma-se num pesadelo, pelo que muitos acreditam que o limite para as dimensões da realidade sejam doze.

Mas o  que são as dez dimensões?

As primeiras quatro dimensões são aquelas com que lidamos diariamente. Qualquer objecto num Universo tridimensional terá o comprimento, primeira dimensão, a altura, segunda dimensão, a profundidade, terceira, e estará localizado num ponto do tempo, quarta dimensão.

Mas então, o que seriam as outras dimensões?

A física responde da seguinte maneira:

-Quinta dimensão: Um Universo paralelo bastante semelhante ao nosso em que seria possível medir pequenas diferenças entre ambos.

-Sexta Dimensão: Um plano de Universos paralelos que tiveram origens iguais, mas evoluções ligeiramente diferentes.

-Sétima dimensão: Um plano mais complexo e expandido de Universos que a sexta dimensão, incluindo universos com origens completamente distintas

-Oitava Dimensão: Um plano de todos os possíveis universos, cada um com diferentes origens, e a expandir-se até ao Infinito.

-Nona dimensão: Todos os possíveis universos em todas as condições possíveis e todas as leis da física possíveis

-Décima dimensão: a infinitude de todas as possibilidades.

Quando mencionei, há algum tempo, a possibilidade de seres quadridimensionais referia-me apenas a dimensões de espaço. Portanto, assumindo a quinta dimensão como quarta dimensão espacial, haverá um mundo Universo paralelo ao nosso apenas com pequenas diferenças mensuráveis. Alguns cientistas propõem que, por exemplo, a matéria negra será um estado normal de matéria que apenas está invisível porque se encontra noutra dimensão da realidade onde não é tocada pelas frequências de luz da nossa. No entanto a sua influência a nível gravítico é inegável, sendo esta a razão pela qual o Universo estará ainda em expansão em vez de contracção.

Estende a mão e toca a fé

O teu próprio Jesus pessoal
Alguém que ouve as tuas orações
Alguém que se importa
O teu próprio Jesus pessoal
Alguém que ouve as tuas orações
Alguém que está lá

Sentes-te desconhecido
E está completamente só
Carne e sangue
Ao pé do telefone
Levanta o auscultador 
Eu faço de ti crente

Escolhe o segundo melhor
Põe-me à prova
As coisas que tens no peito
Precisas de confessar
Eu vou cumprir
Sabes que eu sou um perdoador

Estende a mão e toca a fé

Depeche Mode – Personal Jesus – Violator – 1990


A maioria das religiões professa um Deus pessoal. E a maioria dos humanos acredita em religiões baseadas no Deus de Abraão, Isaac e Jacob, chamem-lhe YHWH, Alá, Adonai ou simplesmente Deus.
A crença num Deus pessoal implica a intervenção de Deus na vida de cada um. É o Deus que, incompreensivelmente, escolhe meia dúzia dos seus filhos, uma vez que toda a humanidade seria descendente do mesmo casal, em detrimento de todos os outros que não acreditavam em si porque, simplesmente, ele apenas se revelou aos seus escolhidos.
É o Deus que dizima os Filisteus e os exércitos Egípcios. O Deus que fica Irado. O Deus que castiga o seu povo quando este deixa de lhe obedecer cegamente, deixando inclusive que o seu templo seja destruído. O Deus que tem tantas características Humanas que o facto de ter criado a Humanidade à sua imagem e semelhança ganha algum relevo.
O Deus que é tão pessoal que sabe quando um cabelo cai da cabeça de alguém.

Depois há o Deus de Espinoza. O Deus que criou o universo e quer que ele seja desfrutado. O Deus que quer que se viva, pois apenas vivendo se consegue atingir a plenitude do ser. O Deus que é o próprio universo, e que por isso não precisa de templos, porque todo o universo é o seu templo, o seu corpo, a sua essência.

Provar que qualquer um deles exista é impossível, tanto como é impossível provar que não existem. Aliás, provar que alguma coisa não existe é extraordinariamente complicado. 
Alguém pode apresentar provas de que, por exemplo, não existem pegasus?
Alguém pode apresentar provas de que não existem extra-terrestres?
Alguém pode apresentar provas de que não existe o bicho-papão?
Ninguém.
Ninguém o pode fazer pelo simples facto de o Universo ser infinito, ter um número infinito de galáxias, cada uma com milhares de milhões de estrelas.
O número de planetas que existem no Universo será, pela própria definição do universo, infinito. Portanto, ainda que apenas uma pequena percentagem consiga albergar vida como a conhecemos, qual seria o número, em termos de possibilidades, à escala do Universo?
Alguém pode afirmar que não existem pegasus em algum lugar? E unicórnios? E minotauros? E extraterrestres cinzentos, ou verdes com antenas, ou reptilianos, ou insectoides? Ou mesmo o bicho-papão? Ou até, como nos livros do Douglas Adams, vasos de petúnias conscientes e colchões animais, ou árvores que dão como frutos chaves ou puxadores de portas?
Ninguém. Quem o fizer estará a ser intelectualmente desonesto.

Mas o contrário também é verdade. Por enquanto ainda ninguém conseguiu provar que existem. Se bem que, num tribunal comum, teria de ser aceite que extra-terrestres e OVNIs existem, uma vez que o volume de testemunhos vindos de pessoas credíveis é demasiado grande para ser ignorado, bem como o número de registos de ocorrências estranhas detectadas por máquinas, como radares, que não se deixam influenciar. Se num tribunal se vai além da dúvida razoável com base em testemunhos credíveis, a hipótese, por mais improvável que seja, tem de ser considerada.
Quando a humanidade, nesta infância tecnológica, já pisou a Lua e se prepara para pisar Marte quando ainda nem conseguiu dominar o seu próprio planeta nem resolver as suas divisões, o que não alcançaria uma civilização tecnológica milhares ou milhões de anos mais avançada?

E, não é verdade que qualquer tecnologia suficientemente avançada se poderá confundir com milagres e magia?
Se qualquer um Humano moderno viajasse para trás no tempo e aterrasse no meio de uma tribo de Homo-Erectus, tirasse um vulgar isqueiro do bolso e produzisse fogo à sua vontade, não seria reverenciado e temido?

Se antigamente estudar mapas era algo de extremamente complicado, coisas como o "Google Earth" vieram simplificar bastante a tarefa.
Mas ao mesmo tempo, vieram levantar mais perguntas.
Talvez a mais intrigante e em plena vista seja a que vou relatar a seguir.

No "Google Earth" podemos procurar as Pirâmides de Gizé. Pomos um ponto na face sul da Grande pirâmide. Depois estendemos uma linha até à ilha da Páscoa. Depois estendemos essa linha de volta até ao ponto original, obtendo uma circunferência que rodeia todo o globo.

Esta linha tem uma circunferência de 39877 KM.

Esta linha passa por um incrível número de locais arqueológicos e construções antigas. Gizé, Ur, Karnak, Mohenjo Daro, Angkor Wat, Ilha da Páscoa, Nazca, Tehotihuakan (e Puma Punko), Machu Pichu, Sacsayhuaman, Oasis de Siwa, Petra, Persépolis, só para nomear alguns dos sítios.

Angkor Wat fica a 7601 KM de Gizé. Nazca fica a 12299 Km de Gizé. A relação destas duas distâncias é φ, o rácio dourado.

A distância entre Nazca e Angkor Wat é metade da circunferência do globo.

A distância, en linha recta através do planeta, entre Angkor Wat e a Ilha da Páscoa somada à distância da ilha da Páscoa a Machu Pichu é igual à distância entre Angkor Wat e a Ilha da Páscoa sobre o círculo.

A distância, em linha recta através do planeta, de Gizé à Ilha da Páscoa é três vezes a distância, em linha recta através do planeta, da Ilha da Páscoa a Machu Pichu.

A distância, em linha recta através do planeta, da ilha da Páscoa a Mohejo Daro, que é igual ao diâmetro do planeta, dividida por π é igual à distância, em linha recta através do planeta, da Ilha da Páscoa a Machu Pichu.

Uma vez que a circunferência do planeta é igual a π X diâmetro, A distância entre Machu Pichu e a Ilha da Páscoa X π2 é igual à circunferência do Planeta.

Poderia continuar a debitar aqui números e estranhas coincidências entre as dimensões da grande pirâmide e todas estas dimensões, e das ligações dessas relações com π e φ. Aliás, estas relações numéricas davam para escrever uma tese.

Mas a pergunta que resta, no fim de se perceber que estes sítios parecem estar todos interligados por relações matemáticas complexas, é se isto será somente uma obra do acaso, uma série de estranhas coincidências brutais, ou se existe algum planeamento que tem sido implementado, e que continua a ser, desde tempos imemoriais, uma vez que sabemos a idade de alguns destes locais com um elevado grau de certeza.

Mas, se existe de facto um plano, quem são os seus detentores e implementadores?
Mais ainda, quem é que à altura em que a maioria destes locais foram construídos teria conhecimentos suficientes para localizar estes monumentos nestes pontos precisos?

Tenho a perfeita noção que poderá parecer a quem leia estas linhas que se espalham aqui que terei algo contra algum povo ou etnia.

Nada poderia estar mais distante da verdade.

Vive-se hoje num mundo espartilhado pelo politicamente correcto. As pessoas são censuradas por dizerem o que pensam se aquilo que pensam não cair dentro da norma. 
Não é este o caminho, nem é esta a maneira de construir um mundo melhor. Espartilhar os pensamentos, silencia-los, engoli-los, apenas leva a que essa repressão um dia tenha de explodir. E quando isso acontece, há normalmente consequência quer para o individuo quer quem está à sua volta.

É perfeitamente normal e humano agrupar conjuntos. Tão humano que a maioria das pessoas prefere estar com alguém da sua etnia ou alguém com quem tenha afinidades, sejam estas emocionais ou intelectuais. Dito de outra maneira, é normal as pessoas tentarem integrar-se com outras pessoas parecidas consigo, seja uma questão de cor, intelectual, de ideologias, de afectos.
Da mesma maneira é perfeitamente natural falarmos de alguém proveniente de uma determinada nação pela sua proveniência, também o é pela sua etnia.
Se a maioria das pessoas de um determinado conjunto tem determinados comportamentos, é absolutamente natural associar esses comportamentos ao conjunto.

É um generalismo? É.
Poderá ser injusto para quem desse conjunto não se revê? Poderá.

No entanto há que não tomar o individuo pelo conjunto. O individuo está para além do conjunto. O individuo interessa mais que qualquer generalização, porque o individuo pode não se rever nos actos e atitudes do conjunto onde está inserido por força das circunstâncias.

É precisamente porque se toma o individuo pelo conjunto, porque se aplica, muitas vezes sem qualquer motivo, um conjunto de ideias pré-concebidas acerca de um conjunto a um individuo, pré-conceitos, preconceitos, que o politicamente correcto entra na linguagem, ao ponto de os professores primários não quererem que os alunos digam que um animal carnívoro come carne, mas sim que se alimenta de outros animais. Em algum passo mais à frente um carnívoro passará a ser um omnívoro que se abstém de se alimentar de algo que venha do reino vegetal.

O problema da História é que já passou. Mas o outro problema é que é sempre escrita pêlos vencedores. E muitas culturas deram-se a enormes trabalhos para apagar outras da história, com mais ou menos sucesso.

No entanto, a História, politicamente correcta ou não, é imutável. O que foi feito, foi feito, e nada o poderá desfazer. O que pode mudar com o conhecimento é a percepção dos factos. E uma percepção diferente pode ter um impacto no futuro. Uma percepção diferente pode fazer a Humanidade mudar de rumo. Uma percepção diferente, factual e despreconceituosa, pode, em última instância, levar a um ponto em que cada individuo esteja mais perto de atingir o seu pleno potencial, independentemente das suas origens, religiões ou ideologias.

O politicamente correcto apenas escamoteia as ideias, não as faz desaparecer. 

É mais útil tentar perceber porque é que alguém faz algumas afirmações e tentar levar a pessoa a perceber que pode estar errada do que viver num mundo onde o cinismo impera, em que ninguém diz o que pensa, mas apenas o que é aceitável