A ignorância é a causa de todo o mal e serve a morte.
Nunca nada nasceu ou nascerá da ignorância.
Aqueles que vivem em vigia serão felizes quando a verdade for revelada.
Enquanto escondida a verdade é como a ignorância:
Fica em si própria.
Mas quando revelada, é reconhecida e glorificada, pois é mais poderosa que a ignorância e o erro.
Trás a liberdade.
O Verbo diz “Se conheceres a verdade, a verdade te libertará”
A ignorância é escravatura.
Conhecimento é liberdade.
Quando reconhecemos a verdade provamos do seu fruto em nós próprios.
Quando nos unimos à verdade ela partilha a sua plenitude connosco.
Sabemos o que a criação nos revela e chamamos a essas coisas fortes e merecedoras;
Aquilo que nos é desconhecido achamos fracas e desprezíveis.
Assim é que as realidades reveladas à vigilância parecem fracas e desprezíveis, onde são fortes e dignas de veneração.

Evangelho apócrifo de Filipe
Deus deu, a toda a Humanidade o livre arbitrio. A cada um de nós.
Assim sendo, qualquer imposição, seja da siciedade, da propria religião, venha ela de onde vier, qualquer meio que sirva para dizer a alguém como deve viver a sua vida além das relações interpessoais é uma contradição directa de um dom de Deus
Ontem vi, apenas por uns minutos, o programa prós e contras, acerca da opção para mudar de género no registo civil a partir dos 16 anos.
Embora não tenha visto todo o programa, na altura em que liguei, alguém falava dos direitos das pessoas que se sentem incomodadas com as opções de vida dos outros.

Não deixei de reflectir nisto. Os problemas que a sociedade cria porque há pessoas que se acham, mais que no direito, no dever de impor aos outros a sua maneira de viver e a sua visão do mundo, são, no mínimo, estúpidos. E são problemas estúpidos porque, no fundo, são “não problemas”.
Quererá isto dizer que não devemos nunca pôr em causa a maneira como outros vivem?

De todo! Temos todo o direito a fazê-lo, mas só num único caso: Quando a maneira como outros vivem têm impacto na nossa vida.

Podia dar muitos exemplos, mas darei dois opostos que creio chegarem para ilustrar o ponto de vista:

-Um dono de uma empresa é uma pessoa de posses. Tem vários carros de gama alta na garagem, tem propriedades, dinheiro, passa a vida em festas, na capa de revistas cor-de-rosa…
…mas quando chega a altura de pagar o salario mínimo aos funcionário, atrasa o pagamento. Eis uma situação em que o estilo de vida de uma pessoa tem impacto negativo nas vidas de muitas pessoas. Estas pessoas tem todo o direito de criticar, protestar e exigir o que é delas.

-Um tipo é toxicodependente. Mora num prédio. Não tem muito bom aspecto, mas nunca fez mal a ninguém, nunca roubou ninguém, é amável quando as pessoas se lhe dirigem. Alguém tem alguma coisa a ver com o facto de ele ser dependente?

Seja banco, preto, cigano, amarelo, toxicodependente, homossexual, estroina, ou seja qual for a escolha de vida de cada um, ninguém tem o direito a dizer nada se não houver um impacto nas vidas de terceiros.

Mas o que na realidade mais me surpreende é que os que mais apontam o dedo e acusam são precisamente aqueles que pelas suas próprias convicções assumidas publicamente, se deveriam abster de o fazer. Sobretudo nos casos que têm a ver com a sexualidade (homossexualidade, transsexualidade, aborto, etc…). São sobretudo as comunidades religiosas (e isto independentemente do credo professado) que mais se insurgem nestes casos. E não deviam.

Qualquer pessoa que acredite verdadeiramente em Deus terá que ter em conta algumas coisas:

-Nunca será possível conhecer os seus propósitos. O nosso intelecto é fraco demais para tentar sequer compreender Deus e o Universo. Temos, quanto muito, o entendimento possível devido às nossas limitações.

-Só Ele tem o poder de julgar. Se aquilo que a pessoa está a fazer vai contra a vontade D’Ele, uma altura haverá em que a pessoa terá de ser confrontada com os seus erros por Ele.

-Qualquer pessoa que ache que Deus precisa dela para impor a sua vontade está a retirar poder a Deus. Se Deus é Omnipotente, Omnipresente e a sua sabedoria é infinita, Ele deve saber o que faz.

Portanto, qualquer pessoa que acredite verdadeiramente, deverá abster-se de criticar os outros. A frase “Cada um sabe de si e Deus sabe de todos” será talvez o lema de vida mais acertado.
Qualquer pessoa que critique e use Deus como fundamento para criticar a conduta de alguém, não será um verdadeiro crente. É apenas alguém que usa Deus como desculpa para os seus preconceitos e obsessões.

Porque, se pensarmos bem, o sofrimento que é causado por causa de preconceitos e opiniões daqueles que se acham no direito de se pronunciar em nome de Deus é, no mínimo, e falando somente deste rectângulo, muito pouco católico!
A esfinge, animal mítico, tinha a cabeça humana, corpo de leão.
Não é pois de estranhar que se diga que uma esfinge guarda o planalto de Gizé. Afinal está lá uma estátua gigantesca com corpo de leão e cabeça humana.
Mas será que a estátua é, realmente, de uma esfinge?
Há quem afirme que a estátua não está como era originalmente.
Em primeiro lugar há provas inequívocas de erosão por água nas paredes do recinto da esfinge. Estas provas estão confirmadas por geólogos, apesar dos egiptólogos dizerem que não. No entanto, os geólogos costumam perceber mais de geologia do que os egiptólogos, portanto creio que devemos assumir que os geólogos devem saber do que falam.
Isto quer dizer que a estátua lá estava quando, naquela região, caiam chuvas abundantes. E quererá dizer que lá estava já há bastante tempo, devido às marcas de erosão. As últimas chuvas abundantes naquela região foram no fim da idade do gelo, há 16.600 anos.
Ora, se a estátua já lá estava, isto deita por terra a associação da estátua à era de leão. Tendo em conta o alinhamento das pirâmides com Oríon, que bate certo com esta data, é normal assumir que a esfinge foi feita, na era de leão, e que será por isso que tem esta forma, uma vez que o sol, no equinócio da primavera, nascia na casa de leão.
Mas se a esfinge lá estava antes, não há muita lógica em que tivesse sido construída assim.
No entanto a estátua sempre foi conotada com Anúbis.
Anúbis era o Deus que conduzia as almas dos mortos pelo submundo. Era sempre representado com uma cabeça de chacal. Em várias representações Egípcias surge de barriga colada ao chão, membros posteriores encolhidos, com a cauda enrolada em volta da pata posterior direita e membros anteriores esticados para a frente. A cabeça de chacal com orelhas espetadas. Posição de guarda.
Ora, o corpo da esfinge é exactamente isto, sendo que a única parte que não bate certa é a cabeça, desproporcionalmente pequena para o corpo.
Vejamos:
Comparando a representação tradicional de Anúbis, o chacal, como encontrado, por exemplo, no túmulo de Tutankamon e o corpo da esfinge, há uma semelhança óbvia.
Se imaginarmos a cabeça de chacal proporcional naquele corpo, fará muito mais sentido que aquela cabeça humana desproporcionalmente pequena.
Porquê um cão (um chacal, mais concretamente)?
Já aqui falei no estranho posicionamento de uns quantos sítios enigmáticos numa longa linha que circunda o planeta inclinada em relação ao equador. Essa linha é chamada por muitos de “o antigo equador” ou seja, no passado, aquando da construção original, antes do reaproveitamento e reconstrução por culturas que se seguiram, esta seria a linha do equador.
Se esta fosse a linha do equador, estaria a estátua alinhada com a estrela Sírio, tão importante na cultura egípcia, situada na constelação de canis major?
Não sei se esta hipótese ocorreu a mais alguém, mas consideremos isto:
-Segundo a cultura egípcia, as construções obedeciam a um plano. O Egipto era a representação na terra do reino celestial. Assim na terra como no céu.
As pirâmides seriam a referência a Órion, Osíris. O Nilo a via láctea.
A estátua, enorme, apontaria a canis major, mais concretamente a Sírio, Ísis.
Atrás da esfinge há um poço, entretanto aterrado e sem acesso ao público, onde foram encontrados caixões de granito maciço que foram descritos como tão grandes que só poderiam ser para bois cerimoniais…
…ou então para alguém mesmo muito grande.
Anúbis, o que guia os espíritos, vigia por eles, os espíritos dos deuses, para a eternidade.
Entretanto dá-se o impacto do meteorito na calote polar, na América do norte. A acreditar nas teorias de Charles Hapgood, este evento poderia ter levado a um deslocamento da crosta, alterando as posições relativas dos continentes em relação ao eixo, embora mantendo tudo mais ou menos no sítio. Alterações bruscas que transformam o Sahara num deserto e congelam mamutes ainda com comida nos estômagos em Permafrost.
Os mares sobem vertiginosamente deixando cidades costeiras afundadas a milhas das novas costas, caso da cidade afundada ao largo de Dwarka na India, não a que junto à costa a poucos metros de profundidade, mas a que está ao largo, que esteve pela ultima vez à superfície há 12.000, do tamanho de Manhattan  e de onde já se retiraram artefactos com aproximadamente esta idade.
Os alinhamentos estelares saem dos sítios. Algumas construções proeminentes de pedra sobrevivem, locais sagrados, ou que passam a ser considerados sagrados quando redescobertos.
Após a catástrofe alguns sobreviventes descobrem a estátua parcialmente arruinada e voltam a dar-lhe forma à cabeça, provavelmente em homenagem a algum governante da altura. Isto passa-se já na era de leão e provavelmente mesmo as pirâmides são depois erigidas sobre estruturas anteriores, seguindo um plano de construção antiquíssimo.
Entretanto, as invasões de outros povos acabam por levar a que a tecnologia que permitiu construir coisas como as pirâmides, e que estão além dos nossos conhecimentos de engenharia, seja escondida ou venha a ser definitivamente perdida, tornando-se a construção, paradoxalmente, pior com a passagem do tempo.
O mesmo acontece em Gobekle Tepe, onde os pilares mais antigos, com 11.800 anos, são mais elaborados e massivos que os de épocas posteriores, mostrando um comprovado declínio até as estruturas serem finalmente abandonadas.
Novos povos que chegam acabam por considerar estes locais sagrados e erguem as suas próprias estruturas por cima.
Um cenário que não me parece, de todo, implausível, levando em conta que existimos no planeta há pelo menos 300.000 anos!
O problema que a Verdade tem, nos dias de hoje, é que não depende de perspectivas nem é politicamente correcta! Logo, a verdade é sempre inconveniente!
Recapitulando.
 
Até há pouco tempo julgava-se que o Homo Sapiens existia na sua forma moderna desde há cerca de 200.000 anos, originário do centro de África.
Descobertas recentes desafiam esta datação. Havia Homo Sapiens modernos há 300.000 anos em Marrocos. A não ser que o Homo Sapiens seja originário de Marrocos, isso quererá dizer que a espécie já existiria há bastante mais tempo, o suficiente para se disseminar pelo continente Africano.
Sabemos ainda que há 60.000 anos um desses Homo Sapiens deu origem a uma linhagem que acabou por sair de África há cerca de 40.000 anos atrás, altura que coincide com aquilo que se pensava ter sido uma extinção do Homo Neanderthalensis, mas que se sabe hoje em dia que foi afinal uma miscigenação, não só com este último na Europa, mas também com os Denisonovanos na Ásia e suspeita-se que houve ainda mais espécies absorvidas, o que faria com que os Homo Sapiens puros fossem apenas os Africanos.
É nesta mesma altura, há cerca de 40.000 anos atrás que a humanidade ganha simbolismo e abstracção no pensamento, sendo dessa altura as primeiras pinturas rupestres.
 
Há duas coisas que saltam à vista destas afirmações anteriores:
 
Seres iguais a nós, com as mesmas características, com o mesmo volume cerebral, viveram pelo menos 260.000 anos em África (e, a não ser que sejamos todos originários de Marrocos será bem mais que 260.000 anos), antes de se espalharem pelo mundo.
 
Só depois disto aparece a criação artística e só nos últimos 6000 anos a civilização!
 
Levando isto em conta, ainda que consideremos somente os 300.000 anos, tornamo-nos simbólicos há apenas mais ou menos 14% do tempo da nossa existência e inventamos a civilização há apenas 2%! Convenhamos que isto é um resultado francamente mau, sobretudo quando aparentemente, até inventarmos a civilização, não houve grandes mudanças no nosso modo de vida a não ser as provocadas por factores climáticos. Apesar de anatomicamente modernos, de termos um cérebro igual, não evoluímos nada durante 86% da existência da espécie e apenas inventamos a roda e a agricultura ao fim de 98%?
 
Creio que, só de olhar para os números a frio, torna-se evidente que algo se passou há 40.000 anos atrás. Houve um despertar de consciência! Mas o que terá levado a isso?
 
Alguns advogam que o uso de substâncias psico-activas pode estar na fonte desse despertar. Não advogo esta hipótese em absoluto, uma vez que está bem documentada a procura dessas substâncias por várias espécies animais, o que não faria do Homo Sapiens um caso único, sendo que a espécie já procuraria esse tipo de substâncias antes, habito herdado já de antepassados extintos, por certo.
Ainda assim, pode dar-se o facto de, com as migrações para fora de África, uma qualquer substância diferente do habitual poder ter provocado alterações no cérebro.
 
Mas há a questão da hibridização…
 
Poderiam os genes das outras espécies absorvidas ter estado na génese da mudança?
Será que o Homo Sapiens, por si só, não é uma espécie assim tão interessante?
Foi notícia nos jornais, recentemente, a descoberta de fosseis humanos numa caverna, em Marrocos, com cerca de trezentos mil anos.

Não estamos a falar de fosseis de “primos” de alguma espécie próxima, mas sim de seres humanos anatomicamente modernos. Seres que, sem grande esforço e com algumas roupas em cima passariam por qualquer um de nós sem que sequer dessemos por eles.

Esta descoberta é significativa porque empurra a existência de seres humanos modernos 100.000 anos para trás. Mais ainda, mostra que os seres humanos modernos estavam bem mais disseminados do que aquilo que se pensava até agora.
 
Esta descoberta trás com ela perguntas fundamentais, ou por outra, agrava as perguntas que existiam já.
 
-Se os seres humanos modernos estavam disseminados pelo continente Africano há 300.000 anos, e se eram, em tudo, iguais aquilo que a humanidade é, porque não se espalharam pelo globo mais cedo?
 
-Se eram iguais a nós, porque é que as primeiras representações de simbologia e arte aparecem apenas há cerca de 35.400 (pouco mais que 10% do tempo da existência da espécie) na Indonésia?
 
-Se as primeiras cidades e civilizações datam da Suméria há cerca de 5.000 anos, o que andou a humanidade a fazer nos restantes 295.000 (pelo menos, uma vez que esta descoberta põe em causa o berço da humanidade – ou esta se formou em Marrocos e se expandiu a partir daí ou apareceu mais cedo noutro local ainda por identificar)?
 
Mas destas perguntas a mais intrigante é a segunda. O que transformou a humanidade em seres simbólicos? O que terá dado origem à abstracção e à simbologia?
 
-Será que o homo sapiens sapiens, por si só, não é um animal assim tão interessante? Será que absorvemos esta capacidade para a simbologia ao hibridizar com os Neandertalensis ou os Denisonovanos, ou até mesmo com outras espécies humanas ainda por identificar?
 
-Ou terá sido o Homo Sapiens Sapiens forçado a sair de África, por algum motivo natural, como alterações climáticas e uma mudança na dieta disponível tenha vindo a despoletar algo no cérebro, como por exemplo, o consumo de plantas e fungos com propriedades psicotrópicas?
Mas quererá isto dizer que Jesus, O Cristo, não será mais do que uma personagem de ficção?
 
A resposta a esta pergunta dependerá do entendimento de cada um. De uma perspectiva pessoal não me custa a acreditar que sim, que existiu, à semelhança de tantos outros personagens messiânicos e proféticos que existiam por lá, e que tanto esperavam o Messias que os viria libertar do julgo Romano.
Se pensarmos bem, o facto de não ser referido dever-se-á a que o impacto original de Cristo não terá sido assim tão grande. Ainda que multidões o seguissem em alguns lugares, ainda que a sua fama se possa ter espalhado localmente por ter feito curas prodigiosas e milagres, o mais provável é que a maioria desconsiderasse tal como exageros e boatos.
A imagem de cristo torna-se central apenas depois da sua ressureição. Algo teve um impacto tão brutal naqueles homens simples e iliterados, como Simão, o Pedro, que os levou a renegarem a importância da sua própria vida em relação ao testemunho que davam.
Mesmo Saulo de Tarso, que mudou radicalmente de perseguidor a perseguido, embora nunca o tenha conhecido (não é absolutamente claro se alguma vez o terá visto antes de lhe ter aparecido).
Não é portanto estranho que à data das ocorrências estas fossem apenas coisas menores, no meio de tanta coisa estranha que se passaria nas regiões mais longínquas do Império.
 
Olhando então para os testemunhos e vidas daqueles que eram os seus apóstolos é seguro dizer que algo teve uma influência brutal nas vidas daquelas pessoas.
 
Então porque todas aquelas semelhanças com outras divindades solares?
 
Ao fazermos esta pergunta devemos pensar em duas coisas distintas: Cristianismo e catolicismo!
 
A história da fundação da igreja católica apostólica romana está cheia de coisas estranhas. Basicamente, antes de existir a instituição, ninguém ia à missa. O importante não era cumprir ritos religiosos mas sim ser cristão. Foi um imperador romano que determinou a doutrina, à revelia do Papa da altura. Tê-lo-á feito de forma desinteressada?
 
Depois temos uma instituição que não cumpre os ensinamentos da figura que é central nessa instituição. Ou seja, fosse quem fosse Yéshua, não era certamente a figura que é Jesus.
Sabemos hoje em dia de uma enorme quantidade de evangelhos, os apócrifos, que não só não foram considerados para a bíblia, como foram destruídos, alguns perdidos para sempre.
Mas, os textos do mar morto vieram mudar as perspectivas e alguns deles fizeram perceber o porquê de terem sido proscritos pela Igreja. A Igreja escolheu os quatro evangelhos que se adequavam a uma determinada finalidade, deixando outros de lado. Mesmo assim, a adequação não é perfeita.
 
Basta pensarmos que Cristo não terá ressuscitado ao fim de três dias. Se morreu numa sexta-feira à tarde e ressuscitou no domingo de Páscoa, quanto muito terá ressuscitado ao terceiro dia, contando com o próprio dia da morte. De sexta à tarde para domingo de manhã é um pouco menos que dois dias. Então porquê a insistência no “terceiro dia”?
 
E falando da própria doutrina, basta pegarmos num trecho simples, como por exemplo, evangelho de S. Mateus, capítulo 23, de que transcrevo parte abaixo:
 
“Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos,
Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.
Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;
Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los;
E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,
E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas,
E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi.
Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.
O maior dentre vós será vosso servo.
E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.”
 
Se olharmos para este texto, creio que a maioria reconhecerá as ultimas frases. Este texto fala da hipocrisia dos escribas e dos fariseus. Mas há algo de importantíssimo e com consequências que vão além do óbvio se fosse aplicado como está dito.
 
“Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.
E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.
Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.”
 
Este trecho diz-nos, simplesmente, que se todos somos irmãos, nenhum de nós é mais ou menos que outro.
A levar este trecho à letra, alguém que se apresenta com um título está a tentar elevar-se em relação ao outro. Da mesma forma, ao dirigirmo-nos a alguém por um título estamos automaticamente a pôr essa pessoa num patamar superior.
Uma pessoa não é aquilo que faz. É aquilo que é! Aquilo que faz é apenas uma parte daquilo que é.
 
Não é estranho, nesta sociedade, que as pessoas prefiram definir-se pelo que fazem em vez de pelo que são?
 
Ora, dentro da própria hierarquia da Igreja as coisas não funcionam assim. Uma coisa é dizer a alguém “vou falar com o padre” outra coisa é dirigirmo-nos a ele como “Sr. Padre”. O próprio padre deveria desencorajar este tratamento, uma vez que se está a colocar numa posição de superioridade. Além disso, apesar de ele ter uma função, padre, isso não quer dizer que seja muito “católico”!
 
Portanto, se até numa coisa aparentemente tão simples a Igreja se desvia dos seus fundamentos, o que não fará nos assuntos verdadeiramente complicados?
Não se sabe quem descobriu o “ano longo” nem quando foi descoberto. Sabe-se que quem quer que tenha sido, demorou, certamente, muito tempo para o descobrir. O “Ano longo”, resultado de precessão dos equinócios tem a ver com a inclinação do eixo do planeta e com a rotação desse mesmo eixo no sentido contrário ao da rotação do planeta. O “Ano longo” tem 25770 anos, e está dividido em 12 eras, cada uma com 2147 anos, aproximadamente.

Aquilo que determina a passagem de cada era é a casa astrológica em que o sol nasce no dia 21 de Março, actualmente Peixes, sendo que se entrará na era de Aquário por volta de 2150.
É graças a esta precessão e à mania que os antigos tinham de alinhar monumentos com estrelas específicas e o Sol que muitas dúvidas se têm colocado em relação aos mais antigos monumentos que existem no planeta.

O Sol, sob inúmeros nomes e com diferentes personificações é o Deus mais adorado pela humanidade desde sempre, e, diga-se, com alguma razão. Afinal não é o Sol o regente de todo o sistema solar?
Não é de estranhar pois que a maior parte das divindades solares tenham algumas características em comum.

Olhemos então para algumas coisas que se passam no céu.
Entre o Solstício de Verão e o de Inverno o sol vai-se lentamente movimentando para sul no horizonte e descrevendo um arco cada vez mais pequeno no céu, isto da perspectiva de quem está no hemisfério norte, o que faz com que a duração do dia vá encurtando.
No dia 21 de Dezembro o sol atinge o seu ponto mais a Sul, o dia mais curto. E embora nos esteja oculta, quem estiver suficientemente a sul verá que o Sol se põe por baixo da constelação conhecida como cruzeiro do Sul. Nos três dias seguintes não há movimento perceptível do Sol no horizonte, parecendo ficar estacionário, para no dia 25 de Dezembro começar o seu caminho para Norte, descrevendo arcos cada vez maiores e aumentando a duração dos dias.
No dia 25 de Dezembro as estrelas do cinto de Órion, também conhecidas como as três marias ou os três reis, em alinhamento com Sirius, apontam para o local exacto onde o Sol nascerá nesse dia, por baixo da constelação de Virgem.

O dia 21 de Dezembro era conhecido como “A morte do Sol” que renascia a 25 de Dezembro. E a morte do Sol dá-se numa cruz, pelo menos desde a entrada na era de Peixes, há dois mil anos atrás.
Jesus Cristo Nasceu num dia 25 de Dezembro, de uma virgem, anunciado por uma estrela seguida por três reis magos que viajaram por toda a terra para prestar homenagem.

Jesus Cristo, a Luz do Mundo, o cordeiro sacrificial, morre numa cruz para ressuscitar passados três dias.
 
Quando Moisés apareceu, um dos animais mais reverenciados era o touro. O Boi Ápis era um culto fundamental para os egípcios. Moisés mudou tudo na passagem para a era de Carneiro, tendo toda a simbologia mudado radicalmente na nova religião.

Com a chegada de Jesus é também marcada a passagem para a era actual, Peixes, e também a simbologia mudou. Jesus terá sido o cordeiro sacrificial, com a sua morte a significar o fim da era anterior, mas ao mesmo tempo foi um pescador de homens, alimentou milhares com dois peixes, o seu símbolo, ainda hoje visto por todo lado, é um peixe.
 
A vida de Jesus que nos chegou pêlos evangelhos têm todas as características de uma divindade Solar. Mas será que os factos foram mesmo assim?
 
Tudo o que sabemos de Jesus provem de escritos feitos, na maior parte das vezes, décadas, senão séculos, após a sua morte. Não há uma única prova de que ele tenha existido de facto, assim como não há nenhuma que o contradiga. Mas houve, sem dúvida, um enorme esforço por parte da Igreja para adequar a sua imagem a um modelo que estava desde há muito estabelecido. Não são raras as comparações, a maior parte delas, admito, bastante enviesadas, com Mithra, Horus e até mesmo com a vida de Josué, outro personagem bíblico.

Esse esforço, que foi progredindo ao longo dos séculos, levou a que a Imaculada Conceição se tornasse dogma da Igreja no Sec. XX. Ou seja, foi um Papa que, mil anos depois dos eventos, declarou que Jesus tinha nascido de uma Virgem.
 
Há, de facto, paralelos e um caminho claro nas simbologias destes Deuses que atravessam as respectivas eras e um corte com toda a simbologia que vinha de trás, embora haja uma continuidade da simbologia base, a que não se altera com o passar das eras, a que é relativa ao Sol.
 
Admito que isto me deixa curioso em relação à próxima divindade que aparecerá para dar inicio à era de Aquário.

Filhos do Desespero: Ajuda às vitimas do Incêndio de Pedrogão Grande (e...

Filhos do Desespero: Ajuda às vitimas do Incêndio de Pedrogão Grande (e...: Estava a pensar em como poderia ajudar (além de levar viveres e águas para o quartel dos bombeiros e contribuir financeiramente com o muito ...
Tudo precisa, verdadeiramente, de um propósito, com a possível excepção da arte.

Muita gente se pergunta, quando confrontados com a realidade de alguns ataques terroristas, como é possível que jovens criados na Europa, muitos sem qualquer ligação ao Islão na sua educação, se transformem não só em radicais Islâmicos, como até em soldados ou terroristas suicidas em organizações radicais. Não se percebe como um jovem qualquer, nascido num país ocidental, de pais ocidentais, não raro ateus ou professantes de um qualquer ramo do Cristianismo, se tornam assassinos religiosos.

As respostas poderiam ser muitas e complexas, mas, quando olhamos para a base de tudo, vem à tona uma razão simples: Propósito!

Quando se olha de forma critica para a sociedade em que estamos inseridos, não é difícil chegar à conclusão que cada vez mais as pessoas se sentem perdidas. Não há um propósito para as suas vidas que não seja ganhar dinheiro que serve para gastar em coisas supérfluas que são muitas vezes produzidas por si próprios. A existência, na sociedade Ocidental, parece ter como propósito único o consumo. O sucesso é medido pela quantidade de tralha inútil que se consegue acumular, pela capacidade de comprar coisas. Se alguém não consegue comprar tralhas supérfluas, estará no fundo da sociedade.

Este propósito não leva a coisa alguma com significado. Mas leva a uma pressão dos pares. Alguém que use roupas de marca estará um degrau acima de quem não as consegue comprar. Alguém que tem um carro maior e mais potente é mais considerado do que alguém que se desloque num veiculo simples e sem mariquices. Ter um telemóvel topo de gama cheio de funções que não são usadas é uma obrigatoriedade… Esta pressão social, em que Deus é substituído por Marcas (está cientificamente estudada esta associação) leva a que muitos jovens de famílias de baixo rendimento cresçam revoltados.

Sem acesso às mesmas condições, quer na educação, quer na saúde, quer em qualquer outra parte da sociedade, muitos jovens viram-se para a criminalidade como forma de obter dinheiro fácil que lhes permita estar em pé de igualdade com os outros, que nascem em melhores condições sociais.
Mas uns e outros levam vidas desprovidas de significado. São pessoas que se definem pelo que têm ou podem obter, não pelo que são.

Quando um destes a um destes jovens é dado um propósito maior, uma causa, sobretudo uma causa difícil, quando lhes é pedido um sacrifício em favor de um bem maior, quando lhes é dada uma razão de existir que os ultrapassa, muitos agarram-se a isso como se nada mais houvesse no mundo!


Se calhar seria boa ideia reinstituir valores e criar propósitos maiores na sociedade ocidental, que é como um balão que se expande. Uma superfície cada vez maior, mas completamente vazia por dentro…
…e um balão tem um limite até onde pode esticar, antes de rebentar!
Tudo precisa de um propósito.
Porque há causas que valem a pena.

Cinco lágrimas por Alepo 

A receita reverte integralmente para a UNICEF a favor das crianças de Alepo

Adenda:

(Informação retirada daqui)


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c) Enviar comprovativo por correio electrónico (agc@dep.uminho.pt) ou por mensagem, indicando o titular da conta de onde foi pago
d) Enviar morada completa para envio por e-mail ou mensagem
E quando se descobre que a pirâmide do sol, em Visoko, está a emitir, do seu topo, Ondas Longitudinais numa frequência de 28 Khz, num padrão de dupla hélice, que ganham força e potência à medida que sobem?

Está na altura de começar a olhar bem para as descobertas e experiências de Nikola Tesla.
As sociedades são compostas por pessoas.

Dentro das sociedades temos a politica, a arte e a religião. Qualquer uma destas três componentes influenciam a cultura da sociedade.

A política deveria servir para fazer a gestão mundana dos bens da sociedade e a redistribuição de recursos, bem como responder às aspirações futuras das pessoas que compõem a sociedade.
A arte é uma forma de expressão, individual ou colectiva, que se alimenta da cultura da sociedade e a influência num circuito de retro-alimentação. Uma obra de arte tem o poder de mudar um paradigma da sociedade, mas nunca o poderia fazer se o paradigma não existisse anteriormente, da mesma maneira que a política o faz com as leis. As leis alteram-se e a arte muda porque a sociedade é dinâmica e muda também com o tempo. Arte e política são tanto causa como consequência.

Mas o problema é que as pessoas que compõem a sociedade estão, na maior parte do seu tempo disponível, ocupadas a sobreviver. No tempo que sobra ocupam-se a fazer algo que lhes dê algum prazer, seja ler um livro, ver um filme, ver programas esdrúxulos em canais televisivos generalistas, passear, organizar refeições com amigos, ou que quer que seja que lhes preenche o tempo.

Como tal, existem políticos que são pagos pela sociedade para fazer politica e agir em nome de um conjunto de cidadãos dessa sociedade. Não passa pela cabeça de ninguém fazer do Diário da Republica leitura obrigatória para saber de todas as leis que são publicadas. Por norma as leis deveriam ter por base o bom senso na regulação das relações pessoais e empresariais e, desde que alguém haja dentro do bom senso, não deveria estar a fazer nada ilegal. Quanto muito, alguns cidadãos mais interessados lêem jornais ou vêem debates ao vivo ou na televisão e formam uma opinião com base na opinião de outros que são pagos para emitir essa opinião. O que quer dizer que a maioria da população tem uma visão da politica em segunda, terceira ou quarta mão, com opiniões que divergem por vezes tanto dos factos que a sociedade acaba por ganhar uma visão obliqua da politica.

Com a religião passa-se a mesma coisa.
As pessoas têm uma vida prática com tempos limitados. Por outro lado existem os religiosos, que vivem para estudar os textos religiosos e transmitir a pratica dos mesmos à sociedade.

Quantos cristãos, no mundo inteiro, leram alguma vez uma versão não adulterada da Bíblia?
Nenhum!
Quantos cristãos leram a Bíblia, seja em que versão for?
Muito poucos.
Quantos Islâmicos leram o Corão, na sua versão original, sem anotações?

E o problema reside aqui, sobretudo quando falamos de costumes morais. Se é relativamente fácil olhar para uma frase como “Não matarás” e perceber que não há qualquer conflito aqui, para a maior parte do que é dito nas igrejas, mesquitas, templos ou seja o que for, as interpretações são variadas, sobretudo quando se pode pegar numa frase de um livro imenso e descontextualizá-la.

Talvez por isso o Corão diz que apenas o que está escrito é a lei. Seguir a lei de sábios que se pronunciam acerca das escrituras e não a lei que está nas escrituras é, ou deveria ser, para um crente, idolatria.

Ou seja, para um crente, o Corão é a única lei. Mas se aquilo que lá está escrito não é aquilo que é interpretado – o que não é difícil perceber quando há um Imã que diz aos seus fieis que devem deixar de comer tomate, uma vez que, quando cortado, o tomate apresenta um cruz no interior e nunca vi nada no Corão que se referisse à profanidade do tomate – então não estará a religião em confronto directo com a revelação que lhe serviu de base?

Quando se fala num Hijab, vem de imediato à cabeça o véu Islâmico.

O véu é mencionado apenas uma vez em todos os versos do Corão.

Não é chamado de Hijab no livro sagrado.

O véu é mencionado porque à altura as mulheres tinham o costume de usar um lenço que era preso na lateral e deixado solto a cair pelas costas. Usavam também túnicas abertas à frente, que deixavam ver os seios desnudos.

O livro diz que as mulheres deveriam usar o véu para cobrir os seios. Nada mais.

No entanto, a palavra Hijab aparece de facto no Corão, mas não se referindo a um véu. Refere-se a algo que separe duas pessoas, como uma parede ou um biombo.

A ala radical da religião Islâmica afirma muitas vezes que pretende restaurar o Islão à sua pureza original.

Khadijah bint Khuwaylid, filha de Khuwaylid ibn Asad e Fátima bint Za'idah foi casada duas vezes e enviuvou dos dois casamentos.
Era uma mercadora rica, diz-se que a sua caravana era maior que as dos seus concorrentes juntas.
Era a empregadora de Maomé.
Quando este tinha vinte e cinco anos ela propôs-lhe casamento. Ficaram juntos por 24 anos sem que Maomé tenha tomado outra esposa.
Foi ela que o estimulou a pregar a sua mensagem religiosa e o protegeu.

Se calhar, restaurar o Islão ao que era no ano 600 seria um enorme passo em frente no que diz respeito aos direitos das mulheres.

Se não existisse tempo, existiria a Luz?
Do que está escrito abaixo pode-se inferir que, caso a Teoria das Supercordas se venha a verificar, todas as possibilidades de tudo são válidas até ao infinito.

Tudo o que já foi concebido ou possa vir a ser, todas as ideias, todos os pensamentos, todos os personagens, todas as histórias são reais em algum ponto do Multiverso.

Isso quer dizer que se torna impossível negar a existência do Deus de Espinoza, de YHWH, de Zeus e Afrodite e Eros, de Valhalla por onde se passeiam Odin e Thor e Loki, de Shiva, De Rá e Isis e Osíris e Set, do Tom Sawyer e Huckelberry Finn, do Capitão Nemo, de homenzinhos verdes de Marte ou até mesmo de vasos de petúnias cientes e cachalotes voadores. Tudo isto é certo num Multiverso de infinitas possibilidades, ainda que qualquer hipótese exista apenas em um, remoto e distante.

Talvez esta conclusão seja desconcertante demais. Deus existe. Pode não existir no Universo como o conhecemos, mas existe algures num Multiverso que está, pelo menos por ora, vedado ao Homo Sapiens Sapiens.

No entanto há mais uma coisa que é desconcertante e que foi inesperada para a ciência. O observador e as suas expectativas têm o potencial para alterar o resultado de uma experiência. Ou seja, a mesma experiência conduzida sob as mesmas condições por duas pessoas diferentes com expectativas diferentes poderá dar resultados diferentes de acordo com as expectativas. Aparentemente, a nível quântico, a energia que se direcciona e canaliza sob forma de expectativa positiva ou negativa influenciam e interagem com outras energias, e matéria é energia.

Alguns chamariam a isto Fé! A tal Fé que tem o poder de mover montanhas.

De acordo com a Teoria das Supercordas existem pelo menos dez dimensões, pese embora a Teoria-M sugerir existirem onze e a Teoria das Cordas Bosónicas prever vinte e seis.
No entanto, como afirma Mithu Kako, a matemática para doze dimensões é aceitável, mas para mais do que isso transforma-se num pesadelo, pelo que muitos acreditam que o limite para as dimensões da realidade sejam doze.

Mas o  que são as dez dimensões?

As primeiras quatro dimensões são aquelas com que lidamos diariamente. Qualquer objecto num Universo tridimensional terá o comprimento, primeira dimensão, a altura, segunda dimensão, a profundidade, terceira, e estará localizado num ponto do tempo, quarta dimensão.

Mas então, o que seriam as outras dimensões?

A física responde da seguinte maneira:

-Quinta dimensão: Um Universo paralelo bastante semelhante ao nosso em que seria possível medir pequenas diferenças entre ambos.

-Sexta Dimensão: Um plano de Universos paralelos que tiveram origens iguais, mas evoluções ligeiramente diferentes.

-Sétima dimensão: Um plano mais complexo e expandido de Universos que a sexta dimensão, incluindo universos com origens completamente distintas

-Oitava Dimensão: Um plano de todos os possíveis universos, cada um com diferentes origens, e a expandir-se até ao Infinito.

-Nona dimensão: Todos os possíveis universos em todas as condições possíveis e todas as leis da física possíveis

-Décima dimensão: a infinitude de todas as possibilidades.

Quando mencionei, há algum tempo, a possibilidade de seres quadridimensionais referia-me apenas a dimensões de espaço. Portanto, assumindo a quinta dimensão como quarta dimensão espacial, haverá um mundo Universo paralelo ao nosso apenas com pequenas diferenças mensuráveis. Alguns cientistas propõem que, por exemplo, a matéria negra será um estado normal de matéria que apenas está invisível porque se encontra noutra dimensão da realidade onde não é tocada pelas frequências de luz da nossa. No entanto a sua influência a nível gravítico é inegável, sendo esta a razão pela qual o Universo estará ainda em expansão em vez de contracção.

Estende a mão e toca a fé

O teu próprio Jesus pessoal
Alguém que ouve as tuas orações
Alguém que se importa
O teu próprio Jesus pessoal
Alguém que ouve as tuas orações
Alguém que está lá

Sentes-te desconhecido
E está completamente só
Carne e sangue
Ao pé do telefone
Levanta o auscultador 
Eu faço de ti crente

Escolhe o segundo melhor
Põe-me à prova
As coisas que tens no peito
Precisas de confessar
Eu vou cumprir
Sabes que eu sou um perdoador

Estende a mão e toca a fé

Depeche Mode – Personal Jesus – Violator – 1990


A maioria das religiões professa um Deus pessoal. E a maioria dos humanos acredita em religiões baseadas no Deus de Abraão, Isaac e Jacob, chamem-lhe YHWH, Alá, Adonai ou simplesmente Deus.
A crença num Deus pessoal implica a intervenção de Deus na vida de cada um. É o Deus que, incompreensivelmente, escolhe meia dúzia dos seus filhos, uma vez que toda a humanidade seria descendente do mesmo casal, em detrimento de todos os outros que não acreditavam em si porque, simplesmente, ele apenas se revelou aos seus escolhidos.
É o Deus que dizima os Filisteus e os exércitos Egípcios. O Deus que fica Irado. O Deus que castiga o seu povo quando este deixa de lhe obedecer cegamente, deixando inclusive que o seu templo seja destruído. O Deus que tem tantas características Humanas que o facto de ter criado a Humanidade à sua imagem e semelhança ganha algum relevo.
O Deus que é tão pessoal que sabe quando um cabelo cai da cabeça de alguém.

Depois há o Deus de Espinoza. O Deus que criou o universo e quer que ele seja desfrutado. O Deus que quer que se viva, pois apenas vivendo se consegue atingir a plenitude do ser. O Deus que é o próprio universo, e que por isso não precisa de templos, porque todo o universo é o seu templo, o seu corpo, a sua essência.

Provar que qualquer um deles exista é impossível, tanto como é impossível provar que não existem. Aliás, provar que alguma coisa não existe é extraordinariamente complicado. 
Alguém pode apresentar provas de que, por exemplo, não existem pegasus?
Alguém pode apresentar provas de que não existem extra-terrestres?
Alguém pode apresentar provas de que não existe o bicho-papão?
Ninguém.
Ninguém o pode fazer pelo simples facto de o Universo ser infinito, ter um número infinito de galáxias, cada uma com milhares de milhões de estrelas.
O número de planetas que existem no Universo será, pela própria definição do universo, infinito. Portanto, ainda que apenas uma pequena percentagem consiga albergar vida como a conhecemos, qual seria o número, em termos de possibilidades, à escala do Universo?
Alguém pode afirmar que não existem pegasus em algum lugar? E unicórnios? E minotauros? E extraterrestres cinzentos, ou verdes com antenas, ou reptilianos, ou insectoides? Ou mesmo o bicho-papão? Ou até, como nos livros do Douglas Adams, vasos de petúnias conscientes e colchões animais, ou árvores que dão como frutos chaves ou puxadores de portas?
Ninguém. Quem o fizer estará a ser intelectualmente desonesto.

Mas o contrário também é verdade. Por enquanto ainda ninguém conseguiu provar que existem. Se bem que, num tribunal comum, teria de ser aceite que extra-terrestres e OVNIs existem, uma vez que o volume de testemunhos vindos de pessoas credíveis é demasiado grande para ser ignorado, bem como o número de registos de ocorrências estranhas detectadas por máquinas, como radares, que não se deixam influenciar. Se num tribunal se vai além da dúvida razoável com base em testemunhos credíveis, a hipótese, por mais improvável que seja, tem de ser considerada.
Quando a humanidade, nesta infância tecnológica, já pisou a Lua e se prepara para pisar Marte quando ainda nem conseguiu dominar o seu próprio planeta nem resolver as suas divisões, o que não alcançaria uma civilização tecnológica milhares ou milhões de anos mais avançada?

E, não é verdade que qualquer tecnologia suficientemente avançada se poderá confundir com milagres e magia?
Se qualquer um Humano moderno viajasse para trás no tempo e aterrasse no meio de uma tribo de Homo-Erectus, tirasse um vulgar isqueiro do bolso e produzisse fogo à sua vontade, não seria reverenciado e temido?

Se antigamente estudar mapas era algo de extremamente complicado, coisas como o "Google Earth" vieram simplificar bastante a tarefa.
Mas ao mesmo tempo, vieram levantar mais perguntas.
Talvez a mais intrigante e em plena vista seja a que vou relatar a seguir.

No "Google Earth" podemos procurar as Pirâmides de Gizé. Pomos um ponto na face sul da Grande pirâmide. Depois estendemos uma linha até à ilha da Páscoa. Depois estendemos essa linha de volta até ao ponto original, obtendo uma circunferência que rodeia todo o globo.

Esta linha tem uma circunferência de 39877 KM.

Esta linha passa por um incrível número de locais arqueológicos e construções antigas. Gizé, Ur, Karnak, Mohenjo Daro, Angkor Wat, Ilha da Páscoa, Nazca, Tehotihuakan (e Puma Punko), Machu Pichu, Sacsayhuaman, Oasis de Siwa, Petra, Persépolis, só para nomear alguns dos sítios.

Angkor Wat fica a 7601 KM de Gizé. Nazca fica a 12299 Km de Gizé. A relação destas duas distâncias é φ, o rácio dourado.

A distância entre Nazca e Angkor Wat é metade da circunferência do globo.

A distância, en linha recta através do planeta, entre Angkor Wat e a Ilha da Páscoa somada à distância da ilha da Páscoa a Machu Pichu é igual à distância entre Angkor Wat e a Ilha da Páscoa sobre o círculo.

A distância, em linha recta através do planeta, de Gizé à Ilha da Páscoa é três vezes a distância, em linha recta através do planeta, da Ilha da Páscoa a Machu Pichu.

A distância, em linha recta através do planeta, da ilha da Páscoa a Mohejo Daro, que é igual ao diâmetro do planeta, dividida por π é igual à distância, em linha recta através do planeta, da Ilha da Páscoa a Machu Pichu.

Uma vez que a circunferência do planeta é igual a π X diâmetro, A distância entre Machu Pichu e a Ilha da Páscoa X π2 é igual à circunferência do Planeta.

Poderia continuar a debitar aqui números e estranhas coincidências entre as dimensões da grande pirâmide e todas estas dimensões, e das ligações dessas relações com π e φ. Aliás, estas relações numéricas davam para escrever uma tese.

Mas a pergunta que resta, no fim de se perceber que estes sítios parecem estar todos interligados por relações matemáticas complexas, é se isto será somente uma obra do acaso, uma série de estranhas coincidências brutais, ou se existe algum planeamento que tem sido implementado, e que continua a ser, desde tempos imemoriais, uma vez que sabemos a idade de alguns destes locais com um elevado grau de certeza.

Mas, se existe de facto um plano, quem são os seus detentores e implementadores?
Mais ainda, quem é que à altura em que a maioria destes locais foram construídos teria conhecimentos suficientes para localizar estes monumentos nestes pontos precisos?

Tenho a perfeita noção que poderá parecer a quem leia estas linhas que se espalham aqui que terei algo contra algum povo ou etnia.

Nada poderia estar mais distante da verdade.

Vive-se hoje num mundo espartilhado pelo politicamente correcto. As pessoas são censuradas por dizerem o que pensam se aquilo que pensam não cair dentro da norma. 
Não é este o caminho, nem é esta a maneira de construir um mundo melhor. Espartilhar os pensamentos, silencia-los, engoli-los, apenas leva a que essa repressão um dia tenha de explodir. E quando isso acontece, há normalmente consequência quer para o individuo quer quem está à sua volta.

É perfeitamente normal e humano agrupar conjuntos. Tão humano que a maioria das pessoas prefere estar com alguém da sua etnia ou alguém com quem tenha afinidades, sejam estas emocionais ou intelectuais. Dito de outra maneira, é normal as pessoas tentarem integrar-se com outras pessoas parecidas consigo, seja uma questão de cor, intelectual, de ideologias, de afectos.
Da mesma maneira é perfeitamente natural falarmos de alguém proveniente de uma determinada nação pela sua proveniência, também o é pela sua etnia.
Se a maioria das pessoas de um determinado conjunto tem determinados comportamentos, é absolutamente natural associar esses comportamentos ao conjunto.

É um generalismo? É.
Poderá ser injusto para quem desse conjunto não se revê? Poderá.

No entanto há que não tomar o individuo pelo conjunto. O individuo está para além do conjunto. O individuo interessa mais que qualquer generalização, porque o individuo pode não se rever nos actos e atitudes do conjunto onde está inserido por força das circunstâncias.

É precisamente porque se toma o individuo pelo conjunto, porque se aplica, muitas vezes sem qualquer motivo, um conjunto de ideias pré-concebidas acerca de um conjunto a um individuo, pré-conceitos, preconceitos, que o politicamente correcto entra na linguagem, ao ponto de os professores primários não quererem que os alunos digam que um animal carnívoro come carne, mas sim que se alimenta de outros animais. Em algum passo mais à frente um carnívoro passará a ser um omnívoro que se abstém de se alimentar de algo que venha do reino vegetal.

O problema da História é que já passou. Mas o outro problema é que é sempre escrita pêlos vencedores. E muitas culturas deram-se a enormes trabalhos para apagar outras da história, com mais ou menos sucesso.

No entanto, a História, politicamente correcta ou não, é imutável. O que foi feito, foi feito, e nada o poderá desfazer. O que pode mudar com o conhecimento é a percepção dos factos. E uma percepção diferente pode ter um impacto no futuro. Uma percepção diferente pode fazer a Humanidade mudar de rumo. Uma percepção diferente, factual e despreconceituosa, pode, em última instância, levar a um ponto em que cada individuo esteja mais perto de atingir o seu pleno potencial, independentemente das suas origens, religiões ou ideologias.

O politicamente correcto apenas escamoteia as ideias, não as faz desaparecer. 

É mais útil tentar perceber porque é que alguém faz algumas afirmações e tentar levar a pessoa a perceber que pode estar errada do que viver num mundo onde o cinismo impera, em que ninguém diz o que pensa, mas apenas o que é aceitável

Excerto de um artigo do Dr. Jon Epstein, do Departamento de Sociologia e Justiça criminal da Universidade de Greensboro, acerca do livro “Magicians of the Gods” de Graham Hancock


“Muito do que Hancock sugere é especulativo e, em sua defesa, ele nunca afirma que encontrou a “Verdade”. Este foi o retorno dos seus anos a estudar ciências sociais. Todas as afirmações que faz são qualificadas, todas as opiniões pessoais são declaradas como tal e todas as teorias remotamente improváveis (que existem em quantidade) são desconstruídas em vez de postas de lado. É a minha esperança sincera que este volume continue a despertar interesse público pelo nosso mais distante passado. Há obviamente muito mais na nossa História, Gobekli Tepe é apenas a prova irrefutável, mas muito do que há para aprender está neste momento a ser destruído por violência, fogo, corpos em decomposição, sangue e petróleo. Literalmente. 
Quanto mais cedo chegarmos à realização que existe apenas um simples propósito, que a Humanidade tem um destino comum, mais cedo focaremos a nossa atenção no passado à procura das nossas origens e nos moveremos para o futuro com um novo e mais claro entendimento de nós próprios e do potencial que partilhamos.

Imagine-se, por momentos, com o corpo em repouso absoluto, deitado, de olhos fechados.
Relaxa completamente o corpo e os únicos músculos que se mexem são aqueles que promovem a respiração que se torna ao mesmo tempo leve e profunda.
A que velocidade se está a mover nesse instante?
A tendência seria para afirmar que não se está a mover, mas, pense bem:
-O planeta tem uma velocidade de rotação, cuja velocidade máxima é sobre a crosta, na montanha mais alta que exista ao longo da linha do equador, em média. Ainda assim a velocidade andará à volta dos 1600 Km/h
-O planeta tem também uma velocidade de translação de cerca de 107.000 Km/h
-O Sol, move-se por ele próprio em direcção à estrela mais brilhante de Vega a 73.000 Km/h. Em adição a isto, é arrastado pela rotação da Galáxia a cerca de 792.000 Km/h
-A própria galáxia move-se no firmamento a uns verdadeiramente impressionantes 2.100.000 Km/h
Isto quer dizer que, em descanso o seu corpo estará a mover-se a cerca de 3.073.600 Km/h
Assim sendo, como é que é possível cumprir os limites legais de velocidade?
Mas porquê todas estas perguntas, quando as respostas dificilmente serão encontradas?

Simplesmente porque existem casos que fazem as perguntas ter alguma relevância.

O mapa de Piri Reis, aqui mencionado, é um deles.

O mapa data do século XVI, mais concretamente de 1531 e é uma compilação de mapas anteriores organizada pelo Almirante Otomano Piri Reis.

O Mapa tem as longitudes correctas, embora fosse impossível à data medir longitudes com precisão. Só duzentos anos depois foi inventado o cronómetro que o permitiu.  Mas o flagrante é mostrar a costa da Antárctida como era antes de o continente estar coberto de gelo. Ora, esta informação só foi conseguida na década de 50 do século passado, portanto existir num mapa 500 anos antes é, no mínimo estranho.
O Mapa de Piri Reis não é caso único, havendo uma imensidão de mapas com referências a locais que ainda não teriam sido descobertos na altura em que foram feitos.
Há histórias que afirmam que Colombo usou mapas que estavam guardados no convento dos templários, em Tomar, para chegar ao novo mundo. Esses mapas, dos quais temos conhecimento apenas em segunda mão, uma vez que os cartógrafos indicam a sua existência, mas não chegaram aos nossos dias, provariam por si só a circum-navegação do globo por alguém com a capacidade e tecnologia para os produzir com um grau elevado de precisão muito antes dessa tecnologia emergir.
Mais do que as obras impossíveis feitas em arquitecturas similares espalhadas pelo globo, das quais as pirâmides parecem ser quase uma obsessão, estes mapas antigos imploram uma resposta que ninguém até hoje conseguiu dar.


Há depois também o caso de Cydónia, mas esse é muito mais complexo.


Se se fizer uma busca rápida pela Internet acerca deste assunto dos ruivos, é devolvido um número impressionante de teorias, umas mais verosímeis que outras. 

Mas aquilo que é um facto, e não deixa de ser um facto estranho, é encontrar populações nativas de sítios tão remotos como os Andes, no Peru mais concretamente, onde os conquistadores Espanhóis encontram os Chachapoya, conhecidos localmente como “Gringuitos”, um povo de pele branca, sardas e cabelo loiro ou ruivo.

Embora esta história abra as portas para questões fascinantes que poderão ter atravessado a história da humanidade e possa oferecer algumas pistas e explicações para eventos que se passam hoje em dia, isto para além de que, ao confrontar as crónicas históricas Egípcias e os textos sagrados Hebreus, encontramos sobreposições temporais que não deveriam existir, pode não ser nada comparado com aquilo que está ainda mais atrás no tempo.

Claro que há também a hipótese de não haver nada mais atrás no tempo, mas acumulam-se evidências de que alguma coisa houve. Descobertas recentes como Gobekli Tepe, ou da pirâmide de Gunung Padang, que terá pelo menos 20.000 anos estão a forçar a visão linear da História que foi contada desde sempre.

Uma das características do Homem de Neandethal, como já por aqui foi dito, era uma maior capacidade cerebral. Não seriam, portanto, os broncos abrutalhados como sempre foram representados, ou pelo menos não o seriam mais do que o Cró-Magnon. Mas há a possibilidade de terem uma glândula pineal mais desenvolvida, característica essa que pode ter passado para o Cro-Magnon com a hibridização.
Ao mesmo tempo, os conhecimentos que tinham de ervas e plantas para fins medicinais, e tendo eles rituais complexos em relação à morte, pode ser um indício de uma proto-religião, provavelmente de características Xamânicas. E não há religiões Xamânicas sem substâncias psicoactivas.
Não seria de estranhar que os híbridos entre as duas subespécies de Homo Sapiens tivessem a glândula pineal mais desenvolvida e uma maior visão da espiritualidade.

Levando em conta que a hibridização se deu há cerca de 40.000 anos, haveria uma janela de cerca de 30.000 anos para algo se desenvolver. As temperaturas aqueciam lentamente o globo, trazendo o fim da idade do gelo, até há 12.800 anos atrás quando, repentinamente, no espaço de uma geração as temperaturas mergulharam novamente a pique, uma altura conhecida como “Younger Dryas” e que durou cerca de 2000 anos, quando, igualmente de forma repentina, as temperaturas subiram em linha com as actuais.

É precisamente do fim desta mini-idade-do-gelo que data Gobekle Tepe. E aquilo que foi lá descoberto não pode ser produto repentino de meia dúzia de caçadores recolectores. Exigiu planeamento e conhecimento prévios. Gobekle Tepe é 4.000 anos anterior à civilização Suméria.

Se somarmos a isto a descoberta das pirâmides de Visoko, na Bósnia, que continuam a ser alvo de debate, com muita gente dos meios académicos a descartarem a hipótese dizendo que não há ali nada a não ser montes naturais com faces em ângulos precisos e uma orientação com o norte verdadeiro que apenas tem par na pirâmide de Gizé, em vez de haver esforços concertados para “descascar” a montanha e encerrar de uma vez por todas o debate, e as descobertas em Gunung Padang, onde a investigação prossegue impulsionada por um governo que se apercebe da significância de ter uma pirâmide possivelmente 15.000 mais antiga que a mais antiga pirâmide Egípcia, com os mais variados mapas inexplicáveis, dos quais o de Piri Reis é talvez o mais notável, delineando o mundo com uma precisão impossível para altura em que foi feito e incluindo as costas da Antárctida tal como são livres de gelo séculos antes daquele continente ter sido descoberto, abrem a porta para a existência de uma civilização global que teria tido um nível tecnológico pelo menos tão avançado como o que tínhamos no século XVIII, uma vez que conseguiam mapear longitudes.

Por todas as evidências que aparecem em relação aos ruivos, já para não mencionar as lendas de quase todos os povos antigos, não será complicado perceber que esta civilização global poderia ter sido fundada por povos de origem Europeia, os híbridos entre Neanderthal e Cro-Magnon.

Não seria possível que os descendentes deste povo, que passou pelo menos por dois cataclismos, um que mergulhou o planeta numa nova idade do Gelo e outro que fez as temperaturas subirem tão depressa que fez os níveis dos oceanos subirem de 50 metros, apagando por completo as antigas linhas costeiras por entre cheias e dilúvios, detivessem ainda os conhecimentos para arrancar novamente a civilização?

E, porquê mencionar neste texto a glândula Pineal?

Ver uma imagem do Olho de Rá e olhar para o corte longitudinal de uma glândula Pineal é olhar para a mesma imagem.

O que quereriam eles transmitir, recorrendo à simbologia?

A perfeição é inimiga da emoção.
Há 300.000 anos atrás não existia ainda o Homo Sapiens. Haviam, no entanto outras espécies Homo que habitavam o planeta, e que estiveram presentes até há relativamente pouco tempo atrás. Pensa-se que o Homem de Neanderthal se extinguiu há cerca de 30.000 anos e o Floresiensis há cerca de 12.000.

Aparentemente o Homo Florensiensis estava restrito à ilha de Flores, na Indonésia.

No entanto o Neanderthal estava espalhado pela Europa e Ásia.

Acredita-se ainda que havia outra espécie a habitar as zonas montanhosas do norte da Índia e do Tibete, os Denisovanos.

Quando o Cro-Magnon, o primeiro homem moderno, emergiu de África e chegou à Europa há cerca de 40.000 anos, encontrou estes seus primos afastados.
Durante muito tempo pensou-se que teria sido a chegada do Cró-Magnon que ditou a extinção do Neanderthal, mas será que foi mesmo?

Sabe-se que a capacidade cerebral dos Neanderthais era, em média, superior à do Cró-Magnon. Sabe-se também hoje, graças à genética, que o mais provável é que o Neanderthal não se tenha extinguido, mas que houve uma hibridização com o Cró-Magnon que levou aos modernos Europeus. Esta hibridização teria contribuído para uma maior adaptação do Cró-Magnon aos climas frios e contribuiu para o reforço do sistema imunitário.

Acredita-se hoje que os Neanderthais tinham capacidade de falar e que tinham culturas complexas e conhecimentos de ervas para fins medicinais. Estavam mais bem preparados para lidar com o clima na Europa, eram mais fisicamente robustos e fortes. Utilizavam anti-bióticos 40.000 anos antes destes terem sido inventados.

Da mesma maneira, a outra espécie, os Denisovanos, teria sido absorvida e dado origem às populações dos Himalaias, mais resistentes ao clima e às altitudes, uma clara vantagem naquelas paragens.

Portanto, muito provavelmente não se extinguiram, foram antes absorvidos, dando claras vantagens aos Cro-Magnons que chegaram aos seus territórios. Descobriu-se em Portugal o esqueleto de uma criança que se acredita ser uma prova da hibridação entre Cró-Magnon e Neanderthal.
Curiosamente, as pinturas rupestres mais antigas da Europa, em El Castillo, na Espanha, são datadas mais ou menos da mesma altura em que o Cró-Magnon chegou à península Ibérica.
É da Europa que aparecem os primeiros sinais de civilização, que no entanto só se viriam a concretizar mais tarde na Suméria e no Egipto, zonas mais quentes e férteis por oposição a uma Europa sob um manto de Gelo.

As variações genéticas que permitem o cabelo ruivo e louro teriam sido absorvidas da população Neanderthal.

Havendo nos últimos 40.000 anos picos de temperaturas mais temperadas na Europa, não seria possível a civilização ter nascido e até florescido, tendo depois quase todos os seus vestígios apagados pelo avanço das calotas polares, deixando apenas restos megalíticos?

A ser assim, não será concebível que as pirâmides de Visoko, na Bósnia, possam ser a mais importante janela para o passado da humanidade, quando se descobre que terão, pelo menos, 20.000 anos de existência?


Estará ali uma prova de um começo que depois, com o avanço dos gelos numa época em que as temperaturas caíram vertiginosamente, acabou por ser abandonado, tendo estas populações migrado para climas mais favoráveis e regiões mais férteis como a Ásia menor, península Arábica e Norte de África?
“Edom” não é somente a palavra para encarnado. Edom foi também um reino ao sul da Judeia, supostamente criado pêlos descendentes de Esaú, que era também chamado de Edom.

Esaú, filho de Isaac e Rebeca e gémeo de Jacó, era peludo - Esaú significa “O Peludo” - e ruivo, razão pela qual era também chamado Edom. Isaac era o único filho de Abraão e Sara, que esteve prestes a ser sacrificado por Abraão como prova da sua fé em YHWH.

Na tradição, as terras de Abraão, que ficavam entre Hebron e Beersheba faziam parte deste reino.
Este reino era conhecido pêlos Gregos por Idumeia, que significa “terra do povo encarnado”.
Ora, sabemos hoje que um ruivo apenas nasce de pais portadores do gene, mesmo que estes não sejam ruivos, o que significaria que Abraão e Sara seriam portadores do gene.

Sabe-se que por volta de 1650 A.C. o poder no Egipto foi conquistado pêlos Hyksos – que significa “Governantes estrangeiros” e que eram também chamados de “Reis pastores” -, um povo de origens mistas que formou a 15ª e 16ª dinastias. Os Egipcios retomaram o poder na 17ªa dinastia com alguns reis Hyksos como seus vassalos até os expulsar, definitivamente por volta 1550 A.C., sendo Khamudi o seu último rei.

Não havendo na história Egípcia uma tradição de escravatura, sendo esta introduzida mais tarde pêlos Gregos e Romanos, e não havendo a mínima prova de que o Êxodo bíblico tenha ocorrido, nem da existência de Moisés, e sendo as datas próximas, terá sido o Êxodo um relato da expulsão dos Hyksos?

Mas a história complica-se mais.

Acredita-se que o Êxodo foi escrito como uma fonte inspiradora aquando da exilio dos Judeus na Babilónia. Significaria isso que teria sido escrito quase mil anos após os acontecimentos e que a história pode ter sido tornada um pouco mais "nacionalista" de maneira a elevar os espíritos dos derrotados Hebreus.
No entanto os registos históricos mostram que as terras de Canaã eram governadas pelo Egipto.

O nome do faraó Tutmosis III aparece nesta altura nos registos. A parecença do nome com Moisés será somente coincidência?
E a parecença entre Jacob e Yakubner?
E o facto de David – que era o mais novo dos irmãos e era curiosamente ruivo – ter reinado por 50 anos na mesma altura em que Psussenes reinou por 50 anos?
E das datas dos reinos de Salomão e Siamun serem quase coincidentes?

E o facto de tantas batalhas levadas a cabo pelo povo judeu coincidirem com batalhas travadas contra os mesmos povos pêlos faraós do Egipto, a começar por Tutmosis III, que liderou campanhas contra os inimigos dos Hyksos depois destes terem deixado o Egipto e se terem estabelecido em Canaã?

Terá sido o templo de Jerusalém mandado construir pelo faraó Siamun para albergar o vaso funerário de Abraão, cujo nome Egípcio era Amenemhet, faraó que não tinha sangue real e que chegou ao poder depois assassinar Mentuhotep? 

É conhecida a relação entre o nome de Adão e a cor encarnado (edom).
Muito está escrito acerca da relação de palavras, muitos defendendo que a relação aparece pela palavra sangue (dam), ou porque Adão foi criado do barro encarnado.
No entanto, não será possível haver outra explicação?

Na China foram descobertas múmias extremamente bem preservadas, com cerca de 4000 anos, de um povo de claras origens europeias, de cabelos loiros ou ruivos.

No Egipto passa-se o mesmo. 
A múmia de Ramses II, em exposição no museu do Cairo, mostra claramente cabelos ruivos. Depois de analisados chegou-se à conclusão de que o ruivo era a sua cor natural e portanto a cor do cabelo não se devia a descoloração por outros motivos. 
Outras múmias Egípcias revelam os mesmos traços.

Num estudo genético feito à múmia de Tutankamon descobriu-se que cerca de 70% dos Britânicos e Hispânicos e 60% dos Franceses, só mencionando os mais prevalentes, embora as percentagens sejam muito elevadas a nível de toda a Europa, estão geneticamente relacionados com ele.
Mas o estranho é que apenas 1% dos Egípcios estejam.


Isto coloca a questão: Quem eram os faraós do Egipto?

E ainda outra questão: Será que Adão, Homem encarnado, não se poderia estar a referir a um Ruivo? Será o sentido do nome mais representativo que simbólico?

Se se considerar afirmativa a resposta a uma das perguntas anteriores, se se considerar que existem seres multidimensionais que estão para além das limitações de percepção impostas pelo plano tridimensional onde a Humanidade existe, e que são eles os Anjos e Demónios e o próprio Criador, muitas mais questões se devem levantar.

Afinal foi Deus quem decidiu criar a Humanidade à sua imagem e semelhança.

Mas a frase anterior não se conjuga bem com a afirmação de que o Criador, chame-se-lhe o que se chamar, seria um ser multidimensional, a não ser que consideremos que os seres humanos também o sejam.

Mas isto vai contra todo o senso comum e tudo aquilo que os sentidos apreendem.

Ou não?

O Génesis conta abreviadamente uma história bastante mais alargada nos textos Acadianos e Sumérios, em principio bastante anteriores ao mesmo, uma vez que a tradição Hebraica aponta para que tenha sido Moisés a escrever os primeiros livros da Tora por inspiração divina, há cerca de 3.500 anos atrás.

“Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão”

Há 35.000 anos, de repente, há uma explosão de criatividade. Essa explosão ficou registada nas paredes das cavernas, cheias de desenhos de animais e cenas do dia-a-dia, mas não só. Nesses desenhos aparece pela primeira vez uma simbologia, aquilo que parece ser o berço da religião e do Xamanismo. O que teria levado a isto?

Há varias plantas e fungos na natureza com qualidades interessantes, ainda hoje usadas por algumas sociedades. E sabe-se os efeitos que algumas dessas substâncias têm.

Quando perguntaram a um Xamã de uma tribo da floresta Amazónica o que considerava ele ser o principal problema da humanidade ele respondeu prontamente que os homens civilizados tinham perdido o contacto com o divino. Quando lhe perguntaram como se poderia resolver isto ele respondeu prontamente “ayahuasca”.

Em cavernas por baixo das pirâmides do México foram descobertos objectos rituais e entre eles uma erva, a Salvia Divinorum, parente próximo da Salva que se usa na cozinha.
Os Egipcios antigos reverenciavam a papoila do ópio, à semelhança de quase todas as outras culturas orientais. Na Europa eram bastante usados os cogumelos.

Todas estas plantas e fungos são altamente tóxicos para o organismo se tomadas de forma descontrolada. São venenos. No caso da “ayahuasca”, por exemplo, jamais quem a tomou o fez por diversão, uma vez que causa efeitos brutais no corpo de quem a toma. Vomitos, convulsões e diarreia descontrolada. Os cogumelos matam. Que o digam alguns imperadores de Roma, que conheceram assim o seu fim. É celebre o envenenamento de Cláudio por Agripina.

"Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal".

No entanto em doses pequenas há quem defenda que estas plantas expõe o espírito Humano a uma realidade maior e mais complexa. A uma realidade aparentemente incongruente com a realidade conhecida, algo que vai além dos sentidos.


E, apesar de estas substâncias serem consideradas drogas e demonizadas, é interessante ver que cada vez mais universidades médicas e laboratórios a investigarem os benefícios destas plantas, bem como de substâncias sintéticas como a dietilamida do ácido lisérgico, em pacientes mentais sob condições controladas.

“Os olhos dos dois abriram-se, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se”

Será esta a chave para uma percepção multidimensional do que existe de facto? Será a espiritualidade uma percepção aumentada?

A matemática, sendo perfeitamente abstracta, consegue teorizar aquilo que, não só não é intuitivo, porque escapa por completo ao senso comum, como aquilo que é uma realidade concreta de um universo que não se conseguirá conceber de outra maneira.

Carl Sagan demonstrou algo de uma forma simples, de maneira a poder ser compreendido por uma criança, mas creio que não percebeu as implicações daquilo que disse. Afinal, para ele, seria talvez apenas uma demonstração científica simples.

Claro que há também a hipótese de ele ter dito o que disse para demonstrar uma realidade mais vasta que não pode ser intuída.

Ele conta-nos uma história de “Flatland” – “Terrachata” em tradução livre – e dos seus habitantes. Flatland é um mundo bidimensional. Neste mundo tudo é absolutamente chato. Os seus habitantes sabem perfeitamente bem o que é para a frente e para trás, esquerda e direita, mas nada tem altura, uma vez que nem sequer conseguem ter o conceito de cima e baixo. Os habitantes dessa terra levam as suas vidinhas normalmente chatas, vivem nas suas casas chatas, trabalham nos seus trabalhos chatos, movimentam-se pelas ruas chatas e, como é óbvio, nada disto os incomoda.

Um dia aparece por cima de “Flatland” um viajante tridimensional. Olha para baixo e apercebe-se de “Flatland”, fica a observar aqueles seres a andar de um lado para o outro e resolve, num acto de pura boa educação, cumprimentar um dos habitantes. 

O habitante de “Flatland”, acabado de entrar na sua casa chata, ouve o cumprimento, mas fica sem saber o que fazer. Não consegue identificar de onde vem aquela voz, uma vez que vem de um lugar que está para lá da sua compreensão e apenas parece vir do seu interior. O viajante tridimensional insiste no cumprimento, uma vez que não obteve resposta, e começa a pensar que os habitantes de Flatland não são muito bem-educados.

Já o pobre nativo começa a ficar em pânico.

Então, o viajante tridimensional desce e pousa sobre a superfície de Flatland, em frente ao habitante, que apenas vê aparecer, de repente, na sua sala, uma sombra à sua frente, que nada mais é que os pontos de contacto dos pés do viajante tridimensional com o solo.

Como é óbvio, o habitante de Flatland começa a duvidar de si próprio, dos seus sentidos, daquilo que vê e da sua própria sanidade mental, mantendo-se quieto e em pânico.

Irritado pela ausência de uma resposta, o viajante tridimensional agarra no pobre habitante de Flatland e lança-o ao ar, o que o deixa completamente atordoado, sem saber onde está e o que se passa, uma vez que toda esta situação está para lá da sua compreensão, mas, à medida que cai, consegue ver Flatland de uma perspectiva inexplicável, vendo o seu mundo de cima. Entretanto, acaba por cair no meio de uma rua onde, do ponto de vista dos demais, apenas se materializou do nada. Os seus amigos vão falar com ele e perguntam-lhe o que se passou. Ele tenta descrever e explica que esteve num lugar onde conseguia ver toda a Flatland e toda a gente. Os amigos perguntam onde fica esse lugar, mas ele não têm qualquer hipótese de dizer onde é, uma vez que não consegue apontar para cima.

Os amigos lá fazem um sorriso condescendente, dão-lhe umas palmadas nas costas enquanto abanam as cabeças. 

A Humanidade vive num mundo tridimensional. Tudo o que consegue ver à sua volta tem características tridimensionais. Tudo tem comprimento, largura e altura. É inconcebível outra realidade empírica.
No entanto a matemática consegue lidar com realidades multidimensionais. Um Hipecubo, também chamado de Tesseract, é um cubo quadridimensional, ou seja, é um cubo com vinte e quatro lados, todos em perfeitos ângulos rectos uns com os outros. 

Como é óbvio, é impossível ver um Hipercubo na realidade tridimensional. Mas, tal como o habitante de Flatland conseguia ver os pontos de contacto dos pés do viajante tridimensional quando este pousou à sua frente, também nós conseguimos ver uma sombra distorcida de um Hipercubo, algo que se assemelha a um cubo menor dentro de um cubo maior em que os dezasseis vértices estão unidos por linhas rectas, ou se preferirem, tem o mesmo formato que o O Grande Arco de La Défense em Paris.

Mas, poderá isto tudo querer dizer que há uma realidade intangível para os sentidos, multidimensional, em sobreposição a tudo o que se conhece?

Poderão os Deuses, anjos e demónios ser não mais que seres multidimensionais que por vezes deixam uma sombra na realidade perceptível?

Não terá Carl Sagan, propositadamente ou não, descrito uma experiência religiosa ao explicar a interacção entre seres de diferentes dimensionalidades?